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Frase de Luana Soares

Na penumbra líquida do entardecer, pontilham lembranças, sombras flutuantes, segue a cidade, labirinto de passos, onde o invisível toca o silêncio guardado. Gotas descem, sussurram segredos calados, tecem véus entre o agora e o que escapa, um fio tênue, quase esquecido, resiste, na pausa entre o ruído e a espera muda. As paredes bebem a luz quebrada, e o tempo se dobra em revoadas lentas, presente e passado, hinos imperfeitos, dançam sob o véu molhado da saudade. No murmúrio da multidão que não vê, uma ausência se faz presença delicada, na curva da chuva, no respirar da rua, algo que não se diz, persiste em existir...

Luana Soares

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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