Frase de Janet Zimmermann
CASA DA ÁRVORE DO CÉU Mais uma noite caindo do firmamento. Enquanto o lado de cá do planeta acende seus vaga-lumes eletrônicos, eu aqui, grãozinho de areia de gente, olhando pr’aquela estrela cadente, pr’aquela outra estrela, pr’aquelas centenas de estrelas da gente, pro céu do Cruzeiro do Sul. Aqui em baixo, abaixo da eternidade, com meu pensamento distante, olhar pousado nalgum mundo irreal, nalguma esperança prateada, nalguma saudade dourada, lembrando de outra cidade, eqüidistante daqui, nalguma cidade ideal. Ah, saudade que nem bem sei do que, porque, de quem, Alguém? Quem? Só sei que insisto em dizer que existe algum infinito consolo por trás do horizonte triste, além da cortina, do véu, além das estrelas em fogaréu. Há de existir algum destino amoroso naquele pontinho do breu, naquela luzinha do céu.
No pensador.ai desde