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Frase de Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

Sonhei que era famoso Sonhei que era famoso, Compositor, cantor, escritor, ator ou o seja lá o que for, Tudo que eu dizia tinha classe, tudo que fazia tinha glamour, Havia fãs, seguidores e admiradores. E assim acumulava grana e fazia fortuna, Mulheres aos meus pés e muitos corações partidos Mas era famoso, isso era bom, mesmo com muito interesse em jogo. Carrões, iates e hotéis de luxo, nada me faltava, Por muitas festas eu passava, o pessoal me chamava, E ainda se precisasse de mais alguma coisa Meu empresário providenciava. Foi então que nesta vida de famoso resolvi descansar, Sem querer acordei do sonho que tive e sofri, Contas para pagar, a geladeira vazia e a mulher a gritar, Morar na periferia, carro popular e filhos para cuidar. Assalto a mão armada, buracos nas calçadas e algumas sandálias estragadas. O dinheiro não dá, o mês é pouco, vivendo sempre no sufoco, E eu querendo voltar a sonhar, porque sinceramente meu amigo, Esta vida de pobre, definitivamente não dá.

Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

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Pensador.com

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Despertar “Depois daquele dia, decidiu que nada mais escreveria para ela, pois se o amor pode lhe ferir ao invés de fazer-lhe sorrir, não poderia demonstrar tais sentimentos por alguém tão frio. Jurou por Deus, que jamais as flores pagariam por tal pecado, hora morno, hora um a…
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Despertar “Depois daquele dia, decidiu que nada mais escreveria para ela, pois se o amor pode lhe ferir ao invés de fazer-lhe sorrir, não poderia demonstrar tais sentimentos por alguém tão frio. Jurou por Deus, que jamais as flores pagariam por tal pecado, hora morno, hora um amor sem laços, desatou a fita que lhe vendava, podendo assim, sentir a verdade. E por vezes a verdade faz arder até mesmo o mais puro sentimento. Com um pouco do que sobrou em seu copo, gole a gole, experimentava os arranhões, ali tão presentes, que insistiam em sair de sua alma, tornando as lágrimas um dia azedas em presente tão doce. Coube distribuir apenas o que restou para o mundo novo, sorriu e sorriu, meio amarelo, de canto e sem graça, como quem diz que depois de palhaço, resta apenas distribuir risadas. Tamanha foi sua sorte, que não poderia imaginar, em sua pequena platéia, mesmo com um espetáculo tão sem graça, alguém admirou seu sofrer.”