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Frase de Graça Leal

⁠Um dia, lá no futuro distante, tendo como referência o presente vivido a cada instante, a gente descobre que, no transitar pelo tempo, fizemos além da conta, ou nada fizemos. Calamos em excesso e falamos menos do que deveríamos. Amamos mais do que o coração seria capaz de suportar diante do desprezo e/ou da conveniência dos amados, frente ao rompimento e, igualmente à acomodação natural, na relação, promovida pelo tempo. Doamos a nossa presença mais do que os outros seriam capazes de valorizar e nos esforçamos em demasia para fazer com que àqueles que amamos pudessem entender que os nossos sentimentos também são dotados de defeitos. Sabotamos os nossos mais íntimos desejos em favor de terceiros, especialmente sanguíneos. Investimos nos sonhos de alguns que, no fundo, nem tinham a certeza que realizá-los seria, de fato, um prazer, uma felicidade sustentável enquanto muitos dos nossos sonhos foram engavetados. Um dia, quando o futuro distante torna-se presente, perceberemos o quão poderíamos ter feito muita coisa diferente. Que poderíamos ter tido um olhar mais cuidadoso para dentro de nós e isto não se reverteria em danos que pudessem comprometer a construção dos nossos dependentes, das nossas bases, pois, naquele pregresso tempo, ainda nos restava tempo e saúde para mudar e nos preservarmos emocionalmente. Então, a gente se dá conta que, em grande parte do tempo, fomos mais dedicados aos acontecimentos do presente, estimulados por culpas, inseguranças, inexperiências, responsabilidades, bem como carências do passado, sem observarmos que os mais velhos, que agiraram da mesma forma, e que poderiam nos servir de exemplo, não tiveram o aval do futuro, tendo esta mesma atitude, quando chegaram a fase madura. O resultado, na grande maioria das vezes, não é compatível com a intensidade da entrega de nenhum de nós quando, no foco, não nos incluímos. É quando a gente percebe que o Tempo passou. Que é hora de encontra tempo para refletir, mas não se culpar, muito menos de se acomodar. Afinal, ainda há tempo. É hora de tentar fazer com que o presente possa promover um futuro mais feliz e mais justo para o nosso interior. Estando nós em paz com a qualidade do que doamos de nós, mesmo ainda tendo muitos compromissos materiais, é hora de deixarmos a vida acontecer dentro da gente, do nosso jeito, com mais leveza, menos preocupação com o pensamento dos outros, com o ambiente externo que vive nos assediando para nos tornarmos máquinas que possam atender as suas demandas pessoais e corporativas. Já não precisamos de muito. A qualidade do pouco é valiosa demais. É hora de ouvir o tempo dizendo que a nossa vida, neste atual presente, tem menos tempo disponível para o futuro. E que o passado foi uma escola para o espírito que, no universo, é transeunte. Porém, ainda há tempo de fazer o corpo feliz. De dar paz para a mente. De sorrir, apesar das rugas - das marcas do Tempo. De, enfim, reconhecer que fizemos o que podíamos, dentro da sabedoria acumulada naqueles momentos de decisões e ações que envolviam outros corações. Agora é hora de descansar nossa estrutura humana, sem parar de se movimentar, mas dando uma conotação de repouso, porque este é o ciclo de todos nós. Em algum momento do Tempo, todos nós seremos convocados, pela consciência, a um novo tempo de ações. Até o apagar da íris, um segundo, uma hora, um mês, uma década ou um século todas essas partículas cronologicas do infinito possuem o mesmo tempo de valor, quando se busca mais felicidade para o nosso interior. E com a dispensa de plateia, registros ou companhia apenas felizes na paz pelo tudo que fomos sem maldade no peito.

Graça Leal

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Em tudo que recebemos muito fácil da vida vamos encontrar a dificuldade achando espaço para se instalar exatamente na forma que escolhermos para fazermos uso destas facilidades. É aí que o nosso merecimento e a nossa capacidade de administrar o presente será testada e será determinante para a permanência desta doação.

Existem adultos que são tão imaturos e infantis, mas tão imaturos e infantis, que a natureza poderia ser mais generosa e transportá-los para a 3ª idade após a adolescência como uma tentativa de salvar a oportunidade de aprendizado que a vida lhes proporcionam. Porém, considerando…
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Existem adultos que são tão imaturos e infantis, mas tão imaturos e infantis, que a natureza poderia ser mais generosa e transportá-los para a 3ª idade após a adolescência como uma tentativa de salvar a oportunidade de aprendizado que a vida lhes proporcionam. Porém, considerando que é mais fácil rotular que tudo é Karma ou ações da providência divina e nada tem a ver com a recusa opcional deles em amadurecerem para não terem que assumir determinadas posturas e atitudes que o estrago é facilmente compreensível e aceitável por todos.

A consciência pode atuar de maneira positiva ou negativa na vida das pessoas. Quando ela se mistura com os sentimentos atrapalha a razão e impede que nós tomemos as decisões ou que tenhamos as atitude necessárias e fundamentais para que, no futuro, esta mesma consciência não seja…
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A consciência pode atuar de maneira positiva ou negativa na vida das pessoas. Quando ela se mistura com os sentimentos atrapalha a razão e impede que nós tomemos as decisões ou que tenhamos as atitude necessárias e fundamentais para que, no futuro, esta mesma consciência não seja um peso em nossas vidas e nos nossos corações, muitas vezes pelo mesmo motivo. Seguir "cegamente" a consciência pode não significar a certeza da melhor conduta. E acrescento que todas as religiões são aliadas desta confusão, porque todas, em suas doutrinas, manipulam a consciência humana através do medo e da culpa e consequentemente deixamos de ser puros e autônomos na busca por absorver a essência do aprendizado individual que liberta e eleva, e que cabe a cada um nós, isoladamente, no contexto coletivo.