Pular para o conteúdo

Frase de Layara Sarti

Sabíamos que algo horripilante estava preste a acontecer, pelos sussurros da brisa fui entender. A realidade impiedosa que nos inquietava ao longo do silêncio noturno; apavorados pela melodia assombrosa que o vento fazia ao correr por entre as árvores; chacoalhando as últimas folhas que restavam nas antigas macieiras. O ardor da nossa pele travava o limite da existência de seres viventes correndo a nossa volta. As cortinas azuis sobre as janelas de vidro do meu quarto tremiam suavemente em uma dança quase poética. Ouviam-se os estrondos vindos da rua; as pisadas quebrando as folhas de outono caídas no chão; sombras negras voavam rapidamente, de um lado para o outro, figuras humanas correndo sem medo como estivessem se divertindo ao redor da casa. Teus lábios infrenes procuravam os meus, em um beijo sorrateiro e apertado enquanto desgastava-me de temores reais que nos espreitavam. Tuas mãos tateavam a minha face preenchida de medos e chamuscada de lágrimas apavoradas. Acoplavam-se ao meu terror infausto, nossas mãos se juntavam e os dedos se entrelaçavam em um encaixe perfeito, olhava-te e sabia muito bem o que queria, mesmo que nossos corpos viessem a falecer, o que nos unia não podia ser exterminado, seríamos eu e você para todo sempre, nem a morte podia destruir. Disse-me bem baixinho ao pé do ouvido que tudo daria certo, sairíamos vivos desta, mas nós dois sabíamos que era apenas uma daquelas mentiras que se contam antes de um desastre acontecer, uma mentira bonita bem elaborada e pacífica. A nossa sede de amor não cessava, mesmo no pior momento em que me encontrava, contraía meus lábios com força aos teus, segurava-te em meus abraços quietamente e lhe lançava mais alguns beijos, estava preste a deitar-me contra ti e um rangido suave saiu da porta da sala, passos morosos estavam a se escutar, o ranger do assoalho de madeira nos avisara a presença de visitantes incômodos, renascia o terror guardado em mim. Nesse filme de suspense que ao acaso fomos escolhidos para sermos os protagonistas, corremos para o canto da parede ao lado da arca cor de madeira, aninhávamos nossas mãos e esperávamos a chegada. A maçaneta foi pressionada e a porta sendo aberta bem devagar, lá estava o nosso medo a nossa frente, um homem alto com uma jaqueta preta e uma máscara negra sobre o rosto, empenhando na mão esquerda uma faca de corte. Como bichos assustados, era assim o nosso presente momento, agarrou-me pelos cabelos e jogou-me no chão com toda a força, destroçava-me com socos pesados na barriga enquanto gritava de dor e olhava meu amado gritando junto comigo, derramando as mesmas lágrimas que eu derramara. Vi-o correndo a minha direção, mas foi afastado com um soco violento no rosto, outro homem passou pela porta, vestindo os mesmos trajes que o outro. Falecendo aos poucos, vi-o sendo torturado pelo outro homem, antes de dar adeus a este mundo, olhei-o amavelmente e disse bem baixinho “Eu te amo” Pude ouvir os últimos gritos dele e apaguei para sempre.

Layara Sarti

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Layara Sarti

Mas que seja eu, que seja você, que seja nós.
Te liberto, deixarei voar por essa doce brisa, vai meu pequeno coração, vaga por esse mundo vazio e encontre alguém que te queira assim como te quero, procura seu par para me amar, vá devagarzinho, sem pressa, entre conversas miúdas e finas atrás do chalé, passa pela tangente, ce…
Continuar lendo

Te liberto, deixarei voar por essa doce brisa, vai meu pequeno coração, vaga por esse mundo vazio e encontre alguém que te queira assim como te quero, procura seu par para me amar, vá devagarzinho, sem pressa, entre conversas miúdas e finas atrás do chalé, passa pela tangente, cerque a casa e veja com teus olhos o que nunca consegui avistar, o medo nos deixa cego e não nos capacita a alcançar os objetivos nascidos, rasgue a teia preta do medo, se jogue com vontade, arisque-se na aventura maravilhosa em que nos metemos. Vai meu caro, deixa tudo fluir como se deve ser, seja doce mesmo quando a realidade for ácida.

Menina moça feita de ouro, dos olhos cristalizados com diamantes, acetinada do jeito que dá gosto de olhar, pele de pêssego, sorriso lustroso, caminha cantando e dança sonhando. Quão bela és, olha de um jeito desejoso, sorri um pouco mais e se joga na relva como quem não tem prob…
Continuar lendo

Menina moça feita de ouro, dos olhos cristalizados com diamantes, acetinada do jeito que dá gosto de olhar, pele de pêssego, sorriso lustroso, caminha cantando e dança sonhando. Quão bela és, olha de um jeito desejoso, sorri um pouco mais e se joga na relva como quem não tem problemas, se joga e se envolve com a natureza, embevecida com toda a delicadeza do mundo dada a si, presentinho guardado no fundo do coração, em uma caixinha dourada e fitas rosadas. Com todo o amor do mundo rega as rosas que plantou, beija-as com o doce amor, mas essa rosinha linda dos olhos verdes é toda sentimental, chora pelo teu amor, se não vier a tarde passa à noitinha chorando, rosinha pequena, não chores, cuidarei de ti. Se você não tiver todo amor do mundo, toda a doçura e as palavras certas para aconselhar não poderá ter uma pequena florzinha, mas a rosa da moça mora dentro do coração que necessita de cuidado todos os dias, um afago depois do café da manhã, um chamego no fim da tarde e um beijo na testa antes de dormir, sorria pra disfarçar o amor que carecia. Desenhou a carícia doce feita debaixo dos azulejos e atrás das cortinas, navegou pelos mares da ternura e chegou ao céu, pegou a caneta e tatuou com o mel nas nuvens, na maresia marcou com fôlego o que a ânsia de querer e de ter, escondeu os ombros marcados com o beijo, guardou o pano por amor a quem te via como era por dentro, pela face simplesmente embelezada, feita de maquiagem natural, tua beleza interior que nascia e renascia todos os dias, corava a face de um jeito vergonhoso, soltava um riso engraçado e bobo e já enrubescia , usava vestidos dos anos 50 e tiaras coloridos, que encanto de menina, bela de qualquer maneira. Enfeitava-se por amor a tudo, que dava a ela asas angelicais, flutua pela epiderme, tateia o que vê, junta, cola e não desgruda.

Adoro o teu modo de vir até a mim, o teu sorriso que me deixa encantada, adoro o modo de como me observa, o teu jeito de falar, a voz mansa que me acalma, que me dá uma tremenda vontade de me jogar nos teus braços, adoro o modo de como me abraça, quando envolve teus braços no meu…
Continuar lendo

Adoro o teu modo de vir até a mim, o teu sorriso que me deixa encantada, adoro o modo de como me observa, o teu jeito de falar, a voz mansa que me acalma, que me dá uma tremenda vontade de me jogar nos teus braços, adoro o modo de como me abraça, quando envolve teus braços no meu corpo miúdo. Gosto do teu jeito que me faz rir, quando me conta piadas e desato-me a gargalhar, adoro o modo que me olha nos olhos e deseja-me tórridamente sussurrando versos no meu ouvido, mas de todas as coisas que mais gosto é quando segura-me no colo e agarro-te querendo nunca soltar, aliso teus cabelos e lasco um beijo nos teus lábios rosados, não só adoro, amo todas as coisas, todos os detalhes meigos que me deixa mais enamorada, quando terminar estes versos chegue depressa, agarre-me e me ame até o amanhecer e assim poderei ser feliz.