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Frase de Gabriela Sartomen

"Janelas " Disseram-me das rosas que caíam no chão. Concordo quando achas a janela mais bela aberta. Supondo sempre que há mais beleza lá fora, e redescubrindo o Sol ardente lá e aqui: aqui, dentro de si. Sonhar as brincadeiras, as inspirações, as lembranças e a presença da natureza lúdica. Descobrir que as rosas caem pela sua própria consciência, a de nascer, morrer e renascer, num eterno ciclo. Porém, de uma janela fehada, Sei bem de uma eterna frieza. Não existem rosas para cair em pensamento, nem um brilho de luar de infância. E se eternamente no escuro, Não há quem viva além da palidez de sua pele e do reflexo de seu espelho. O relógio pára. Os retratos amarelam. A dor cresce. A idade consome. Mas confio naquela velha chave, que espero não ter enferrujado. Ela está pronta para abrir a porta e revelar o seu mundo. Se a porta se abre, o coração lembra do valor de uma janela.

Gabriela Sartomen

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Pensador.com

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Não despreze um olhar, Homem da maré, A brisa fresca engole o mar.
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Não despreze um olhar, Homem da maré, A brisa fresca engole o mar. A presença do Eu significantemente honrosa Gasta mil palavras O que um só olhar explica. Confiança: sentimento eterno e nobre Uns desprezam-na ou sugam ferozmente - Não há descrição para tamanho empobrecimento. Cabe-nos aprender dialogar com o surgimento das estrelas, Dos mariscos, das conchas e da água. Dialogar com quem nos sente a alma, A terra e os troncos, não os asfaltos. Cabe-nos dizer ‘bom dia!’ aos donos do sal e do mel Da estrada torta de madeira, ao banquinho da praça, Ao arco-íris, aos pios da passarada, ao lindo amanhecer. Amanhecer: reconhecer o sentido eterno da vida, Enobrecendo a presença do Eu que, significantemente, Produz o entardecer na voz e o anoitecer no olhar.

Coração idealizador, Não fale, não cante, nem pense. Deixa-me viver sem teu consentimento,
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Coração idealizador, Não fale, não cante, nem pense. Deixa-me viver sem teu consentimento, Levar a vida por mim, pela minha racionalidade, Modo sincero em busca de um caminho sem mais dor, Sem mais apego, Sem mais flechadas. Sem ti, coração, sentir O prazer de um mundo tolo, Sem cobertas, calor de um carinho ou de um aconchego. Mundo do sorrir de lábios frios. Trocar de olhares imóveis, nutridos apenas de amarguras e pensamentos ilógicos

Para sempre esqueci teu nome. Todas as razões dos movimentos, ainda que traiçoeiros,
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Para sempre esqueci teu nome. Todas as razões dos movimentos, ainda que traiçoeiros, relevantes e exatos. O tom perfeito para minhas canções, tardias em noites de um lago. Na pedra, escuto a lua que diz: "para sempre levarei teus sonhos". Vivo do teu contorno, pois meu barco sempre tem retorno, e para sempre nunca estarei sozinha. Que sinal mais simbólico poderá mudar um destino? Que alma menos diabólica poderá mudar uma história? Ninguem esqueceu a cor do vestido. Alguém que recita poesia parou diante da chuva. Para sempre levarei um sorriso. A água ainda está serena, esqueceram a rima na viagem. Apresse a prece e vá embora. Ninguém vive sem caneta, papel e tinta. Para sempre lembrarei teu nome.

"Madrugada Magra" Madrugada Magra Trouxera as estrelas: impalpáveis.
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"Madrugada Magra" Madrugada Magra Trouxera as estrelas: impalpáveis. Não dissera, porém, Se em algum outro lugar Encontraria estrelas na Terra, Mas me dera, por surpresa, As estrelas-do-mar. Rua de asfalto: Foi por ela que te encontrei! Madrugada Magra, Parece exausta, exata. Sublinhe os termos de saudade Com esta cor de caneta: ( - Esta, vermelha!) Para que não gaste os pulsos Com outra tintura ( - Sabe, aquela amarga?). Madrugada Magra, Prometa-me não ser apenas poesia! Disseram-me o teu nome, oh! Madrugada. Disseram-me também o sobrenome! A noite calada sempre me conta Das tuas ciladas, das tuas esquinas! Dividindo a tua vida Em retalhes. Repito até que me escute O teu nome completo e sem falhas. Madrugada Magra, Trouxe-me o sono, Mas fizera dos meus sonhos Uma simples diáspora Das tuas sombras.