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Frase de Eduardo Matteo

⁠Eu era azul Azul como o céu Como o mar A noite adormecia Protegido na escuridão E mesmo com a lua a iluminar o pátio Lá fora sabia muito bem Que nada me machucaria Com a cor sendo perdida aos Poucos O branco dominava a visão E pouco ou quase nada Se tornava perceptível O sonho que era possível Aos pouco se distanciava E então eu enlouquecia A pergunta era? Será que um dia terei cor novamente O branco não mente Tudo foi perdido Novamente, o homem regressa Ao estado animal Embriagado, entorpecido Sem pensar Me envergonha Olhar de fora O que me tornei por dentro Sem direção Rumo Ou razão Identidade zero Se não tivessem feito registro Mal saberia eu dizer quem sou Busquei a perfeição Encontrei a tragédia O ouro, do tolo Se distância a cada passo No fim do arco íris O pote vazio Precipita a tragédia Busquei a calma Em mares agitados Encontrei a calamidade Naufraguei em frente a praia Talvez somente E tão somente Depois de tanto navegar Se soubesse nadar Não teria encontrado o fim Em águas rasas

Eduardo Matteo

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Eduardo Matteo

⁠Ninguém entende como me sinto Não sinto nada Fiquei esperando até agora
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⁠Ninguém entende como me sinto Não sinto nada Fiquei esperando até agora tudo oque você consegue ver Não existe mais Eu disse Nós éramos maior que tudo isso aqui errei errei errei Quero ver com os estão as suas mãos agora Será que envelheceram? Não vejo Eu não sinto Por favor passe por mim e acene como se não pudesse me enxergar Não é como não sentir Está mais pra não existir Ei, você me ouve? Tragam para a festa somente bêbados e prostitutas Preciso me sentir em casa novamente

⁠IRMÃO Homem que sai do mesmo ventre Alma desesperada
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⁠IRMÃO Homem que sai do mesmo ventre Alma desesperada Quando assume não me conhecer Admite que qualquer maldade que lhe fiz Mesmo sem perceber Entendeu ser por querer Pobre alma! A minha ou a sua? Atormentada pela solidão Nós dois Pobres almas Empobrecidas pelo pecado Quanto mal consigo fazer ao meu corpo antes de te conhecer? Acelero Quero que acabe ou eu quero mais? Mais, mais, mais Corpo e Alma discordam nessa questão Enfim, fraco! Novamente aquele olhar, aquele maldito olhar Desprezo ou decepção? Talvez ambos! Se não consigo distinguir Cabe a mim escolher o que menos me machuca

⁠Fragilidade A sensibilidade do toque ao olhos Sem tato e sem contato
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⁠Fragilidade A sensibilidade do toque ao olhos Sem tato e sem contato Somente a imaginação O sentido de ser Sentindo a pele O arrepio A boca Falo mas a voz não vem O tempo passa Então arredio vou embora Ou melhor você se vai Será que foi meu jeito Meu nome Meu endereço Ou apenas me faltou calma Talvez tenha notado o suor Um leve tremido Coisas que ninguém vê A ansiedade A fala que se contém Outrora eu que gritava O som hoje já não vem Mais uma vez deixado Traído pelo meu corpo Ou será a alma que aos poucos perdeu o controle Já não é a mesma Não emite a mesma eletricidade Energia!!!