Pular para o conteúdo

Frase de Demétrio Sena - Magé-RJ.

O PODER DA ÉTICA Demétrio Sena, Magé - RJ. Usava de todos os artifícios para tumultuar a vida do ex-cônjuge, com o qual tinha um filho de 11 anos. Além dos inúmeros truques que dificultavam a comunicação, quando ela estava com o filho, ainda criava inúmeras situações como inventar motivos para dizer desaforos com os quais tentava travar bate-bocas. Tentava, mas o ex-cônjuge sabia se conter; tinha calma e zelo pela ética e os bons modos, mesmo quando a tinhosa tinha coragem de ligar a cobrar, com o único objetivo de gritar impropérios. Ele atendia, ouvia tudo em silêncio, até o momento em que ela batia o telefone, para não ouvir a resposta. Uma resposta que ele não daria mesmo, porque não valia o seu esforço. Com o tempo, o filho começou a se revoltar com a mãe, o que era natural, mas a mãe não entendeu a mensagem da natureza, e ainda se viu no direito de acusar o ex-cônjuge de falar mal dela, quando estava com a criança. Louca por uma confusão, a mulher nervosa foi cobrar satisfações. Mais uma vez com calma, o sujeito explicou que jamais falara mal. Que ao contrário, fazia de tudo para minimizar a revolta da criança, justamente falando bem. Muitas vezes até justificando as atitudes maternas com explicações bem difíceis, porque no fundo, não havia de fato justificativa. Mesmo sem saber, aquele homem mentiu para a ex-mulher. Ele falava mal, sim. Sem querer, mas falava. A cada vez que o pai passava o telefone para o filho e ponderava: “Filho; ligue para sua mãe, pois ela deve estar tentando falar com você...”, o menino fazia, no coração e na mente, suas comparações. Toda vez que o pai falava bem da mãe, o menino se lembrava das vezes em que a mãe falava mal do pai. Sempre que o pai cumpria regiamente uma palavra dada à mãe, a criança recordava o número de vezes que a mãe faltou com a palavra dada ao pai. Ao ver o pai ponderar diante dos desaforos, inclusive quando ela ligava a cobrar para dizer tais desaforos, a comparação do filho era inevitável. Com a comparação, a revolta, sem qualquer tentativa paterna. Ser honesto, ponderar, jogar limpo, ter calma, não aceitar provocações nem ser vingativo foi o que levou aquele homem a depor eficientemente contra aquela mulher. Ele não precisou pronunciar palavras... nem olhares e silêncios para seu filho. Ter postura, bom senso, ética e respeito era o quanto bastava para que sua imagem fosse a melhor possível perante aquela criança. Era dispensável qualquer discurso. Bastava ele ser do bem, para falar mal dela.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Demétrio Sena - Magé-RJ.

JU Demétrio Sena, Magé - RJ. Dorme o sonho de um anjo que acredita
Continuar lendo

JU Demétrio Sena, Magé - RJ. Dorme o sonho de um anjo que acredita nos poderes de um pai que tudo pode, vence a cripta, o fogo, as forças cósmicas ou as tramas ocultas dos mortais... Põe a vida nos vãos da minha mão; na leitura suave dos afagos; no sermão dos meus olhos que traduzem meu amor infinito; sem medida... Pousa e dorme, acredita em seu herói que não teme vilão, monstro noturno, sara medo e dodói; assusta o susto... Só eu sei que no fundo ela me salva; tem a força, o poder, guarda meu mundo e não deixa minh´alma se perder...

SHOW DA FÉ Demétrio Sena, Magé - RJ. A fé que se tem num "Deus", num santo de argila, numa vaca ou numa casca de coco desperta no ser humano a capacidade fantástica de se recompor; se redimir; alcançar graças e às vezes banir doenças. Deus, o santo, a vaca e a casca não podem n…
Continuar lendo

SHOW DA FÉ Demétrio Sena, Magé - RJ. A fé que se tem num "Deus", num santo de argila, numa vaca ou numa casca de coco desperta no ser humano a capacidade fantástica de se recompor; se redimir; alcançar graças e às vezes banir doenças. Deus, o santo, a vaca e a casca não podem nada; o mérito é mesmo da fé ou de quem a possui. No entanto, quem a possui não pode se conscientizar disso, pois a fé não vive sem esses ícones reais ou imaginários; imateriais ou concretos. Quem tem fé, tem que tê-la em alguém ou algo, pois ela só se constrói sobre uma base; uma planta; um fundamento. Ter fé não combina com racionalidade à toda prova; com profundo aculturamento e vasta filosofia. Quanto maior a ingenuidade ou a escassês de conhecimento filosófico, intelectual; quanto menor a bagagem cultural ou a sapiência, maior é a chance de uma pessoa obter o que chamamos milagre. Se não creio na menagem central da bíblia, creio nas máximas periféricas como as que tratam das bem aventuranças, no que tange os puros e simples de coração. Eles são bem aventurados, porque têm essa fé que os capacita com a força e a coragem que não vejo nos doutos; nos letrados. Muito menos nos estudiosos e proclamadores da fé. Justamente os que se dedicam por vocação e solidariedade ou por interesses escusos; exploração do próximo. Estes podem suscitar ou promover a fé dos outros, mas não a têm... Pelos menos aquela que "remove montanhas", por ser imensa; do tamanho de um grão de mostarda. Não é na cabeça que a fé habita. Ela mora no coração, e como foi dito, no coração puro. Naquele que sabe crer com todas as forças da sua ingenuidade, até mesmo no desempenho dos falsos "representantes do reino dos céus". Representantes que arrotam como suas, as graças eventualmente alcançadas pelos bem aventurados, por obra e mérito deles próprios... Da sua fé... Não do simples desempenho de quem apenas realiza shows e arrecada cachês da boa, velha e generosa fé pública. Tenho saudades de ter fé. Daquele tempo em que fui sábio, porque não era sabedor. Hoje lamento, embora veladamente, por não ter tido equilíbrio para não deixar que o saber corroesse a sabedoria. Que a cabeça embotasse o coração. Queria pelo menos poder juntar as extremidades, para não ser escravo da crendice nem do ceticismo. Não ser dominado pela ingenuidade cega dos fiéis a todo o custo nem pela intransigência da erudição que também cega. No fundo, creio que fugi de um fanatismo para cair em outro, por ser incapaz de achar o meio termo. Acho que preciso de um "Deus", um santo de argila, uma vaca ou uma casca de coco.