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Frase de Paulo Afonso de Barros

As chaves de todas as portas do mundo... Num dia qualquer se percebeu contemplando o horizonte, era um final de tarde de um dia nublado, parecia ter perdido a noção do tempo, discretas lágrimas lhes escorriam pela face. Passado mais algum tempo, percebeu-se não estar só, estranhou, pois não havia ninguém por perto, como se alguém ouvisse seus pensamentos, frutos de uma inquietação antiga: Quais as razões de tamanhas discrepâncias entre as pessoas? Doenças graves e incapacitantes em crianças, jovens, adultos e idosos, trabalhos braçais extenuantes, escravidão em pleno século XXI, desemprego, tráfico de drogas, milhares de dependentes químicos, graves transtornos psiquiátricos, fome, miséria e outros muitos dissabores experenciados por tanta gente em redor da vastidão deste planeta, enquanto uns poucos possuem condição totalmente diversa, com enormes recursos financeiros que, aparentemente, lhes permite acessar todas as portas do mundo. Sem bem entender intuiu um sussurro: “Se olharmos apenas os breves momentos da rapidez de apenas esta vida, como se não houvesse nada além-túmulo, respeitando-se os que assim pensam, haveria uma lógica em se pensar de como uma única existência, frente a tantos contrastes, seria injusta, não havendo razão para se crer na existência de um Pai soberano e justo”. Como se recebesse um tempo para recompor-se e se ajeitar, apreende por fim: “Para quem acredita haver uma razão para tudo e que nada é por acaso, por mais dores que se testemunhe e, que, acima de tudo, há um Deus justo, o tempo de uma vida é efêmero, logo, de que adianta ter as chaves de todas as portas deste mundo?". Paz e serenidade

Paulo Afonso de Barros

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Pensador.com

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Pessoas especiais não estão em extinção... há várias espécies de orquídeas em extinção, quem as admira não é uma pessoa comum, possui o dom da sensibilidade e da beleza, por certo sempre foi uma pessoa diferente, mas não se vê como tal, pessoas especiais não estão em extinção, basta observar ao lado, com atenção...

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Excesso de sofrer... temer exageradamente o desconhecido, negar desejos, querer o futuro previsível, fincar morada no passado, culpar-se em demasia, julgar-se sem limites, não admitir a saudável ajuda, e ainda, não se perdoar. é uma receita impraticável, é pensar demais, é pouco viver, é impossível, é sofrer por ser apenas humano...

Mulheres generosas... Cada pessoa tem algo de especial, algumas mulheres, em particular, são abençoadas e tem mais sensibilidade e carinho, são dotadas de um coração melhor que parece maior, só assim para entender sua capacidade de se doar intensa e incondicionalmente para com a…
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Mulheres generosas... Cada pessoa tem algo de especial, algumas mulheres, em particular, são abençoadas e tem mais sensibilidade e carinho, são dotadas de um coração melhor que parece maior, só assim para entender sua capacidade de se doar intensa e incondicionalmente para com aqueles que amam e confiam, ainda que sem a correspondência merecida. Os filhos sempre são acolhidos e amados com uma força que só tem paralelo com as energias da natureza representadas pelo ar, fogo e terra que, em movimento, não encontram resistência. Conheci mulheres especiais, na família a mãe generosa, guardiã permanente dos meus dias, no mundo, poucas, perdi muito com exigências de garantias e certezas. Quantas mulheres generosas e abençoadas...

Arroz, feijão e ovo... Um estudante universitário, chegando da universidade de uma cidade vizinha, já tarde, desce no mesmo ponto de ônibus de todas as noites no centro da região de São José dos Campos. Um menino se aproxima, balançando as mãos, e diz:
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Arroz, feijão e ovo... Um estudante universitário, chegando da universidade de uma cidade vizinha, já tarde, desce no mesmo ponto de ônibus de todas as noites no centro da região de São José dos Campos. Um menino se aproxima, balançando as mãos, e diz: - Tio, eu tô com fome. - O que você está fazendo na rua nessa hora? - Ah eu tenho que levar comida para meus irmãos. - Quantos anos você tem? - Nove anos. - E irmãos, quantos são? - Tenho mais cinco irmãos. - Qual a idade deles? - Eu sou o maior. - Sabe que eu te vejo por aqui quase todas as noites? - Eu também vejo o tio. - Sua mãe sabe onde você anda? - Sabe sim, ela pede pra eu só voltar quando tiver comida pra levar. - Você tá com fome? - Tô sim. - O que você quer comer? - Arroz, feijão e ovo. - Olha, vai ser difícil achar um lugar aqui nessa hora que tenha o que você tá pedindo, pode ser um lanche? (mostrando-lhe um carrinho de cachorro-quente). - Não, quero arroz, feijão e ovo. - Tá bom, vamos procurar. - Ali tio, ali... - Onde? O menino aponta para um restaurante famoso, na Av. Dr. João Guilhermino, ao lado da então Faculdade de Direito, posteriormente UNIVAP. - Tá bom, vamos ver se eles ainda atendem. - Eu também quero guaraná. - Por favor, o menino está comigo, é possível vocês prepararem um prato com arroz, feijão e dois ovos fritos? Entreolhares, garçons, quase meia-noite de um dia de semana, o gerente faz um discreto movimento, autorizando o pedido. Escolhida a mesa, toalha e guardanapos branquinhos e lá estava o menino, pés no chão, camiseta e calção surrados, atento a tudo. Logo chega o prato, arroz, feijão e dois ovos estrelados, acompanhado de guaraná. - Tio eu quero comer de colher. - Prontamente o garçom providencia a troca de talheres. O menino comeu gostoso e rápido, mostrando bons modos à mesa, conversava bem, logo terminou também o guaraná. Não havia mais clientes no restaurante, toalhas recolhidas, cadeiras de pernas pro ar e já sobre as mesas, garçons varrendo e limpando o salão, portas semi-fechadas. Conta paga, o cliente mais especial da noite, pelas circunstâncias talvez da história, com um inesquecível sorriso de felicidade no rosto, deixa o restaurante que ainda hoje mantém a aura de seus tempos de referência na região. Já se passaram cerca de 32 anos, onde andará aquele menino?