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Frase de Daniel Vito

⁠Muridae sapiens sapiens sapiens Coitado do rato que nasce pelado no meio do mato Coitado do homem que nasce de terno no meio do inferno, repleto de servos O rato nasce correndo, se esquiva do perigo, um caçador nato O homem que nasce aos prantos só não fica sozinho por conta de um trato. Você é um homem ou você é um rato? Tem mais medo do bicho que o seu gato O rato come o veneno enganado, você compra o veneno enlatado Clame seu pai ou algum ser amável, pois a armadilha que caiu não tem nada saudável Procure uma vassoura ou algo tacável, só não jogue seu cigarro, dispare algo mais viável. Não importa o mal passado, não engula verdades cruas Não importa o remédio, sempre leia a bula Não importa se restam trapos, não deixe sua alma nua. Coitado do homem que não se importa com nada, que acha segregação motivo de piada Coitado do homem que com o veneno se engasga, que adora a mão que afoga ao invés da que afaga Coitado do homem que nunca foi pra Europa, mas vive em Praga.

Daniel Vito

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠De zero a amém Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que tem chifre é touro Os fluidos passeiam pelos estados da matéria
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⁠De zero a amém Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que tem chifre é touro Os fluidos passeiam pelos estados da matéria Na proporção com átomos, somos gigantes em relação aos astros bactérias Universal ou microscópico? Focar no Gepeto ou se contentar com o Pinochio Julguei a Eva pelo erro, Adão pelo deslize e a serpente pela mentira Logo eu com o mesmo erro, provo do próprio veneno sem nenhuma armadilha Armadilha, cativeiro animal que tem sido cárcere da minha própria filosofia Alma quente ou vida fria? Viver no enredo ou na alegoria? Mas ora, minha vida foi uma mentira, convivendo com ratos, foi tanto desafeto Que eu considero desacato, me trouxeram a fome e sempre negaram o prato Mas agora eu estou liberto, estou livre de fato, vou me embora de casa, que seja o último ato. Logo eu que nunca venço, no máximo empato, logo eu que só apanho e quase nunca bato Fui deixado no mato, negaram-me o tato, me confundiram com cachorro quase que lato, Mas lavei as mãos, me juntei com Pilatos, agora ando correndo e voando, me chamem de pato.