Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ALMA DE PRANTO Quando a dor não cabe no peito A alma transborda de solidão Não conheço, não quero conhecer Ou talvez conheça a minha escuridão Como posso lidar com a dos outros Nas lousas frias, chegam as aflições Rasgam o sol da escuridão já tão longa Palavras duras que transbordam Excessivamente a luxúria na sua ausência. Solidão morta habitada, reservada e fria Resignação quando o medo se torna grande E a liberdade é tantas vezes pequena Onde se descansa o corpo na cama estreita A roupa que se veste, na alma é apertada Cumplicidade que cresce sem asas Silêncios de deslumbramentos sombrios Perpétuos olhos feitos, em ousadias comum Dor transbordada sem contingência solta no peito Como posso lidar com a escuridão dos outros Se não conheço a minha própria escuridão.
No pensador.ai desde