Frase de Edian Mendes
Nos meus dias sombrios, sinto a dor, O passado bate à porta, me desmorona, Minha autoestima, aos pés, sem vigor, Hoje, um déjà vu, a memória me aprisiona. O castelo das lembranças se ergue, implacável, Meu corpo sente o impacto, uma espada de dois gumes, Penetra o coração, rasga carne, alma vulnerável, Abre a ferida adormecida, crua, que não se resume. O tempo, que insiste em não curar, cicatriza, Mas com qualquer toque, a pele se rompe, frágil, A ferida ressurge, sangra, a dor não suaviza, É como se fosse provocada de novo, ágil. Aqui estou, buscando forças em Deus, fiel, Restabelecendo-me, em prece, em quietude, Na esperança de que, um dia, a dor se dissipe ao léu, E minha alma encontre, enfim, a plenitude.
No pensador.ai desde