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Frase de Maria Beserra

⁠QUEM SÃO? Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir A infâmia e a covardia que se viam por aqui! E no palco da cidade, ao som do toque do tambor Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor: “Senhor Deus dos desgraçados! dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura...ou se é verdade, tanto horror perante os céus?!” Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação? Nas praças, sob as marquises Buscam no lixo seu pão Quem são? E de onde vieram? Quem são? E por que miseram? Quem são? E o que fizeram Para tal condenação? Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão? Subempregados, suburbanos, exaustos na condução Sem ter moradia digna, nem acesso à educação Sem saneamento básico, com parca alimentação Quem são estes cidadãos? Quem são? Quem são? Quem são? Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação! E no centro da cidade, ao som do toque do tambor Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor: “Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se eu deliro...ou se é verdade, tanto horror perante os céus?!”

Maria Beserra

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Eu a amei muito antes de ter consciência do que era o amor. Eu a quis muito antes de saber o que era querer. Eu a admirei ainda infante. Na minha ingenuidade infantil talvez eu já tivesse reconhecido nela o meu grande amor, a minha mestra, a minha amiga, a minha doce companhia,…
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⁠Eu a amei muito antes de ter consciência do que era o amor. Eu a quis muito antes de saber o que era querer. Eu a admirei ainda infante. Na minha ingenuidade infantil talvez eu já tivesse reconhecido nela o meu grande amor, a minha mestra, a minha amiga, a minha doce companhia, a minha musa, a minha obra de arte favorita.

⁠Imaginava que as pessoas me veriam nas ruas e comentariam umas com as outras, me apontando: “É ela!” “Será?” “Sim, é ela!” “Vamos nos aproximar?”. E se aproximariam e me veriam esplêndida. E quando eu ficasse mais velha, com minha beleza mais ofuscada, ainda me reconheceriam pel…
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⁠Imaginava que as pessoas me veriam nas ruas e comentariam umas com as outras, me apontando: “É ela!” “Será?” “Sim, é ela!” “Vamos nos aproximar?”. E se aproximariam e me veriam esplêndida. E quando eu ficasse mais velha, com minha beleza mais ofuscada, ainda me reconheceriam pelo brilho nos olhos, pela postura elegante e pelo sorriso na face. E quando eu morresse, eu não morreria, permaneceria viva, aplaudida e admirada em toda minha beleza.