Frase de IsleneSouza
O Cárcere do Ontem O relógio não perdoa o que foi breve, O instante, fugaz, não se repete. O ontem é cinza que o vento atreve, E o tempo, severo, jamais se compromete. Pode a vida trazer nova oportunidade, Mas o brilho de outrora não volta ao lugar; Quem vive de sombra perde a claridade, Deixando o agora no abismo expirar. A mente, cativa de um tempo vencido, Ignora o presente, no vácuo flutuando, Idealiza um futuro por medo tingido, Enquanto a alma segue adoecendo e parando. O receio do erro virou armadura, A autossabotagem se faz soberana; A vontade de agir se torna tortura, Presa na teia da mente que engana. Vazios repletos de entulho e memória, Lixo tóxico que o peito consome. Escrevemos o rascunho de uma vã história, Onde o "eu" verdadeiro não tem rosto ou nome. Nascemos no nada, buscando o saber, Morremos tentando o mundo entender... Mas na busca incessante por tanto aprender, Esquecemos a meta de nos conhecer. Poesia de Islene Souza
No pensador.ai desde