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Frase de Nelson Rodrigues da Costa

⁠A cultura é essencial para expandir os horizontes da nossa alma, e não se trata de uma questão de elitismo ou presunção. É, antes, uma maneira de crescer, de rasgar as paredes do nosso pequeno mundo e de nos entregarmos ao universo. Fechar os olhos ao que nos rodeia é limitar-nos a uma vida estreita e sem cor. Procurar cultura não nos torna arrogantes; é uma forma de iluminar o espírito e enriquecer a existência. Viajar, mesmo que seja até ao fim da rua ou até ao fim do mundo, é essencial para que o mundo nos mostre mais do que a nossa redoma. Encontrar novas paisagens, cruzar olhares desconhecidos, tudo isso alarga o horizonte do coração e da mente. Permanecer em casa, a ver televisão ou a navegar no tablet, pode restringir-nos do mundo e empobrecer a nossa experiência. Sair, explorar, deixar que o vento e as palavras nos toquem, isso sim, é viver. É na cultura e na experiência do mundo que encontramos a verdadeira essência de ser, a plenitude de uma existência rica e verdadeira. O poeta brasileiro Mário Quintana disse que "o verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê." E aqui se passa o mesmo: o verdadeiro cego é o que tem visão e se recusa a ver. Pássaros com as mesmas penas voam juntos, mas é preciso querer voar. Não presumo estar certo, nem ditar aos outros como viver. Esta é apenas a minha maneira de entender a vida e de como procuro melhorar como pessoa. Cada um tem o seu caminho, e o meu é este, guiado pela curiosidade, pela sede de conhecimento e pela vontade de ser mais, de ser melhor.

Nelson Rodrigues da Costa

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Pensador.com

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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar.
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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar. Não sou o que mostro. Sou o que seguro para não cair. O que calei para não ferir. O que deixei por dizer para não gastar palavras em vão. Aprendi a vestir sombras com a dignidade de quem sabe que até a noite tem camadas. Ergui castelos no ar com mapas rasgados. Com linhas tortas, sim, mas desenhadas com silêncio aceso. Não procuro a luz para brilhar… prefiro arder por dentro a que me apontassem o fogo. E quando me tentam convencer falsamente que o mundo é preto ou branco, guardo as cores no bolso. Não para esconder — mas para aqueles que as querem mesmo ver. Sou feito de todas as coisas que não se veem à primeira. De silêncios que gritam. De memórias que ainda não aconteceram. De palavras que nasceram antes da boca. Não preciso de ser lido. Mas se me lerem, que não me distorçam. Procurem a cor, não as trevas. As que tremem. As que resistem. As que sou.

⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
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⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração. Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.

⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta.
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⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta. Dois lados de uma mesma moeda, que ora dá cara ora da coroa. Fica a bipolaridade ora feliz ora triste... consistentemente insatisfeito. Mas de quem é o problema? Do que ama ou do amado? No fundo do que sofre, porque sonha voar mais alto com asas frágeis e cansadas. Enquanto planeia no alto reza que a esperança não esmoreça, que a nuvem sustente o palácio onde reside o seu espírito lutador...