Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Para que ocultar a verdade, E simular um perdão que jamais nasceu? Por que buscar a amizade sem mácula, Quando a emoção há muito pereceu? Oh, destino caprichoso, chama de amor, Nossa melodia jamais voltou a soar, Para que exercer tanta cortesia, Se o veneno das segundas intenções está a destilar? Desperdiçando o doce néctar da alma, Lentamente, de flor em flor, a vagar, Entre meus adversários, tu, beija-flor, Teu nome resguardei, por afeto, a velar. Sob um nome oculto, Beija-flor te chamei, Para preservar o sentimento que em mim floresceu. Jamais respondas, meu doce amor, A qualquer transeunte que o destino nos deu. Em eufemismo, me escondo e te declaro, Que a delicadeza do passado persiste em nosso ser, Mas no silêncio e na distância nos guardamos, Como um segredo que o vento não pode deter. Com sofreguidão, O amor que foi, agora é só recordação. E o que resta é viver, entre o ser e o nada, Com a alma partida, mas ainda encantada.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde