Frase de Júnior Oliveira
A cultura da Barganha Como é difícil desassociar padrões introjetados desde nossa infância. Faça isso, para ganhar aquilo, ou se comporte de tal maneira, para não receber castigo. Parece, que as recompensas geram nossas motivações, e que para quase que tudo que se faz, espera-se o retorno. Ocorre na infância, adolescência e vida adulta, nos relacionamentos, vida profissional e sentimental. Até que, descobrimos um amor não romântico, onde a reciprocidade, e espera por recompensas não prevalecem. É o amor de pai ou mãe pelo filho, onde nada que ele faça, pode fazer a mãe amá-lo mais do que já ama, e não existe algo, que a faça deixar de amá-lo. Cuida-se, sem esperar algo em troca, faz-se o bem, mesmo sem recompensas, tudo é feito porque se ama, um amor verdadeiro, não baseado na expectativa de troca, algo inédito para nós de forma ativa. Ao mergulharmos no ambiente religioso, vem a tona o que aprendemos desde a infância, por isso, poucos compreendem o amor de Deus, e menos ainda são os que assim o amam. Dessa forma, fica difícil compreender que a vida eterna não é recompensa, é uma consequência de quem crer. Talhados na meritocracia, temos dificuldade em vivenciar o amor de Deus. Qual é o resultado de ser amado, mas não se sentir amado? extrema Religiosidade. Onde queremos impor, o que nos parece ser verdade. Uma distorção de valores, que cria requisições divinas, provenientes de aspectos humanos, exigindo do próximo, aquilo que Deus não exigiu dos mesmos. Um rigor excessivo, e ausência de misericórdia, permeiam a natureza desses religiosos. A teologia do medo, e a cultura da Barganha, mantém pessoas sinceras aprisionadas, e longe de experimentar a plenitude do amor de Deus. Um amor que constrange, não pede nada em troca, e nos aceita do jeito que somos. Esse amor, transforma vidas e quem é por ele impactado, o transborda na vida do próximo. Com Deus, não há barganhas, ele nos dá primeiro, sem esperar algo em troca. E deseja que sejamos iguais a Ele.
No pensador.ai desde