Frase de Sebastião Oliveira Ferreira dos Santos
Então mais uma vez, Rodeou por toda a cidade, Se perdeu pelas ruas, E viu uma bela paisagem, Admirou o grande muro cinza, Imaginando o que se encondia, Pensou em milhares de teorias, Mas não enxergou a maldade, Pensou em pular, Teve outra ideia geniosa, E correu ao bar que havia na esquina, Serviu-se com doses de bebedeira, Mentiras ditas e verdades omitida, São os assunstos que os bares oferecem Notou estar rodeado por miseráveis, Se sentindo igual, Pagou uma cerveja, Permitindo assim que o papo continuasse, Contou aos sugas suas dores, Mas ele estavam interessados em outra parte, Decepcionado e extasiado, Falou sobre o tal muro que havia na cidade, Disseram-lhe que como o tal muro, Existem milhares. Mas não há. Levantou-se da cadeira em que se assentava, Deu um soco na mesa derrubando a cerveja, Todos se assustaram e se afastaram, O homem agora estivera como começará, E como deveria continuar, Só. Seguiu em direção da sua peça de arte, Encarou o muro, Talvez por instinto, Ou por efeito do que se bebe, Abriu o zíper e empoçou o dito muro, Agora todos que por ali passam, Sentem seu odor, Até que o lavem.
Sebastião Oliveira Ferreira dos Santos
No pensador.ai desde