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Frase de Marcial Salaverry

Era sempre com um sorriso simpático que os crocodilos nos aguardavam para um "papinho amigo". Nunca quis estreitar os laços de amizade com eles, e é por essa razão que estou aqui contando a história... Ósculos e amplexos, Marcial NOSSA VIDA EM KINSHASA Marcial Salaverry Pode-se dizer que Kinshasa era uma cidade moderna, com tudo que pode ter em uma cidade moderna. Peço não esquecerem que vou dar uma visão da cidade e da vida que levávamos lá, há 50 anos atrás. Como está hoje, não tenho muita idéia, pois as coisas mudaram muito. Na época, a vida social em Kinshasa era intensa. Como já tive oportunidade de dizer, os diversos núcleos europeus que lá existiam levavam uma vida meio segregacionista, não se misturando muito. Os núcleos maiores eram logicamente os belgas e os portugueses que, aliás, não se afinavam muito. Havia também um grande número de gregos, paquistaneses, americanos, franceses e, em menor número, italianos, espanhóis, dinamarqueses (maioria eram as enfermeiras dinamarquesas). E em meio a essa Torre de Babel, alguns brasileiros doidos. O interessante é que quase não havia mistura. As escolas eram separadas (por questão linguística e de afinidades, meus filhos estudaram na Escola Portuguesa). Até mesmo para diversão, cada colônia tinha suas preferências e se concentravam mais em determinados clubes ou boates. Havia o "Manhattan Club", mais frequentado pelos portugueses, e era o mais movimentado. Já os belgas, preferiam o "Scotch Club". Claro que ambos eram frequentados por pessoas de todas as colônias lá existentes, e apenas os jovens que se discriminavam com um pouco mais de ênfase, principalmente em casos de "paqueras internacionais". Embora surgissem pequenas rusgas, geralmente tudo era levado a bom termo. A princípio estranhava um pouco essa "separação", acostumado que estava com a mistura que sempre existiu no Brasil, mas logo me acostumei, e por ser brasileiro, circulava entre todas as colônias sem qualquer problema. Mesmo entre os sempre elitistas norte-americanos. Para o chamado lazer familiar, havia uma grande variedade de locais e recantos, alguns paradisíacos, vamos falar um pouco de cada um deles, pois vale a pena. Afinal, já dizia uma velha música, "Recordar é viver"... Lac Ma Valée, trata-se de um lago, situado a alguns quilômetros de Kinshasa. Para chegar-se lá, era necessária uma boa dose de vontade de chegar, pois a estrada tinha um grande trecho "tipicamente congolês". Valia a pena o sacrifício, pois o local era lindo demais. Muito verde, natureza quase intocada. Água clara, limpa, podia-se pescar deliciosos "capitães" (não, claro que não eram do exército. É um peixe chamado "capitão"). Um local adequado para churrascos. Geralmente formávamos um grupo para ir lá. Ruy, Lucy e Stella Hasson, Eneida e Luigi e os Tornero. Na volta, fim da tarde, parada obrigatória na "Boulangerie du Parc N'Binza". Uma confeitaria no meio da estrada, mas onde quase todos se reuniam nos fins de semana, para saborear os melhores doces portugueses que já comi em minha vida. Coisa de louco mesmo. Vidinha difícil e sacrificada... Les Chuttes, ou seja, "quedas". Um trecho do Rio Congo, que formava umas corredeiras de um visual muito bonito. Era um local mais adequado para passeios curtos, tipo depois da piscina, com o intuito de "esticar" a tarde. A água apesar de convidativa não nos atraia, devido à possível presença de nossos queridos amiguinhos crocodilos. Não tinha qualquer interesse em estreitar os laços de amizade. Esses os locais que mais marcaram. Havia outros, como os jardins do Palácio do Governo, situado na colina "de l'OUA (Organization de l'Unité Africaine)". Numa de suas muitas crises de megalomania, o Presidente Mobutu resolveu fazer uma réplica dos famosos Jardins de Versalhes. Ficou realmente um jardim muito bonito, de uma manutenção cara demais para os padrões congoleses (onde será que já vi isso?) e que enchia os olhos dos visitantes estrangeiros, mas que deixava o povo se roendo de raiva. Fazer o que? Parece que o poder sempre mexe com a cabeça dos pobres mortais. E Mobutu nunca foi uma exceção, muito pelo contrário. E, finalmente, os clubes sociais, com suas piscinas e quadras para prática de diversas modalidades esportivas. Enfim, o que não faltava eram opções de lazer. Havia para todos os gostos. Do que sentíamos muita falta, era de cinemas, pois os poucos existentes, além de desconfortáveis ao extremo, ainda tinham um som péssimo. Um dos únicos filmes que consegui assistir, foi o comemorativo da Copa de 70. Valeu a pena o sacrifício. Outro passatempo muito "praticado", era o passeio aos "Libre Service" (shopping da época). Como sempre havia falta de muita coisa lá, esse era um "passeio" necessário, pois existia a necessidade de ver-se as novidades, comprando o que, e quando surgisse. Geralmente tínhamos o serviço de informações, sempre que surgia alguma coisa interessante, um avisava o outro, e lá ia a procissão... Havia também o chamado "Mercado do Marfim", onde podia-se comprar lindas peças de marfim entalhado, cujo comércio aliás, era ilegal, mas praticado às claras (continuo achando um quê de familiar...) Nesse "Marché du Ivoire", encontrávamos também magníficos trabalhos em madeira, bem como telas preciosas, e sobre o trabalho dos artistas, sejam os pintores, escultores, há que se dedicar uma atenção especial, o que será feito em capitulo à parte pois, realmente é algo digno de nota. Podem aguardar. Relembrando as coisas lá vividas, posso asseverar que foi um experiência de vida muito válida, e que me faz procurar ao máximo bem aproveitar a oportunidade e procurar fazer de cada dia, sempre UM LINDO DIA, vivendo "um dia de cada vez", pensamento que sempre tive lá, e me ajudou a viver e sobreviver para poder contar a história...

Marcial Salaverry

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marcial Salaverry

Sempre é importante ir à luta em busca de algo que é muito anelado. As vitórias obtidas com muito esforço, são as mais valorizadas. Aprenda a lutar por aquilo que quer e sempre amar tudo aquilo que conseguir, sempre valorizando seu esforço e sua capacidade de viver.
O QUE É SER AMIGO Como será que podemos definir o que é ser amigo. Mas, amigo, na verdadeira acepção da palavra, ou seja aquele que poderemos considerar como alguém que nos dedica um sentimento de carinho que extrapola qualquer outro sentimento.
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O QUE É SER AMIGO Como será que podemos definir o que é ser amigo. Mas, amigo, na verdadeira acepção da palavra, ou seja aquele que poderemos considerar como alguém que nos dedica um sentimento de carinho que extrapola qualquer outro sentimento. Bem, certamente um amigo de verdade não será capaz de solucionar todos os problemas que tivermos, não poderá eliminar todas nossas dúvidas ou incertezas. Mas certamente será capaz de nos ouvir em nossos desabafos, ajudando-nos a pelo menos pensar em soluções, se as houverem. E a amizade só será completa, se houver reciprocidade de nossa parte quando a situação for inversa. Um amigo não poderá mudar nosso passado, consertando nossos erros, nem acabar com nossos sofrimentos e dores, mas será capaz nos ajudar entender onde foi que erramos, para que mesmos enganos não sejam reprisados. E isso é muito importante, pois nem sempre somos capazes de descobrir porque algo não deu certo. Um amigo o fará, basta que saibamos escuta-lo, e que saibamos corresponder quando for nossa vez de ouvir. Certamente não será amigo de verdade se nada falar para nos apontar um caminho errado que estamos trilhando. Embora possa nos desagradar, saberá indicar o que nos poderá acontecer de mal, se insistirmos nesse rumo. E deveremos saber discernir sobre seus caminhos também. Reciprocidade sempre é exigível para a sobrevivência de uma amizade. Nem sempre ele poderá evitar um tropeço nosso, mas poderá nos amparar quando nos ver caindo, amenizando o impacto da queda. Poderá nos estender a mão para nos ajudar depois, ao invés de simplesmente balançar a cabeça, como que dizendo: “eu te avisei...” Nem sempre sabemos ouvir a voz da razão, e preferimos seguir nosso impulso. E quando for a nossa vez, é lícito que ele espere a mesma atitude de nossa parte. Um amigo pode não ser o responsável direto nossos êxitos, por nossa felicidade, mas saberá dela compartilhar, regozijando-se com nossa alegria, da mesma maneira que iremos participar de suas vitórias, de sua felicidade. Não poderá, certamente, tomar decisões por nós. Contudo, poderá emitir sua opinião, poderá nos orientar em nossas dúvidas. Da mesma maneira deveremos proceder, quando a situação for inversa. Com base na reciprocidade de nossa amizade, estaremos seguros de poder contar sempre com seu apoio e encorajamento, como certamente ele contará com nossa sustentação, se preciso for. Com base na sinceridade do sentimento, mesmo que não possamos determinar nossos limites, de uma maneira total e completa, poderemos sempre dar-nos espaço mutuamente, possibilitando um crescimento. Permitindo nossa individualidade. Assim se vive com amizade, numa sociedade. Sem tolher movimentos. Sem interferir diretamente. Mas dando sinais de erros ou acertos. Certamente por mais forte e sincera que seja uma amizade, certas dores não poderão ser evitadas. Nosso coração sempre estará sujeito a certos golpes inevitáveis. Simplesmente um amigo leal poderá, quando muito, nos ajudar a recolher os fragmentos, colocando-os no lugar. E assim deveremos agir, se for o seu coração que estiver despedaçado. E se for o caso, choraremos juntos. Sempre é melhor contar com um ombro amigo nessa situação. E essa amizade poderá ser encontrada em um pai, em um filho, em um irmão, num conjugue, ou mesmo em quem, embora não seja da familia, será ainda melhor do que se o fosse, por ser uma amizade sincera. Amizade apenas exige sinceridade e reciprocidade e, claro, seriedade. Não interessa muito saber quem e o que somos, basta que possamos nos abraçar, em nome de nossa amizade, e saber que poderemos sempre contar com essa amizade como um bálsamo que nos ajudará a aliviar certas dores, mas que também poderá festejar conosco nossa alegria. Agora, com a certeza de nossa amizade, esquecendo quaisquer mágoas passadas, presentes ou futuras, vamos imaginar um circulo, dando-nos as mãos, e vamos viver mais UM LINDO DIA.

Esta é uma pergunta pertinente, pois vejo muito mais racionalidade no comportamento dos animais, do que dos chamados seres humanos, ou racionais... Vendo certas atitudes dos humanos, chego a dar razão a quem disse que
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Esta é uma pergunta pertinente, pois vejo muito mais racionalidade no comportamento dos animais, do que dos chamados seres humanos, ou racionais... Vendo certas atitudes dos humanos, chego a dar razão a quem disse que "SÓ QUERIA SER CIVILIZADO COMO OS ANIMAIS"... Animais não provocam guerras apenas para satisfazer ambições pessoais... Ósculos e amplexos, Marcial NA VERDADE QUEM SÃO OS "ANIMAIS IRRACIONAIS"? Marcial Salaverry Dizem que os seres humanos são os seres racionais, e os animais são irracionais, mas analisando friamente o contexto, constata-se que existem controvérsias, e essa versão é sujeita a uma análise mais acurada, principalmente quando vemos seres ditos racionais provocando guerras, morticínio, destruindo civilizações, obras de arte, apenas para satisfazer ambições pessoais... Sinceramente, é algo que não dá para entender... Falando de nossos amigos animais, sabemos que eles despertam e correspondem com sinceridade ao mais puro sentimento de amizade, e são capazes de uma dedicação que realmente nos comove, mas nem sempre encontram retribuição à altura, e recebem maus tratos daqueles a quem deram seu carinho e afeto, seus donos, e isso é algo que foge de nossa compreensão. Quem faz essas coisas, apenas pode ser chamado de coisa, simplesmente, pois contraria as mais comezinhas leis da vida... Nós só podemos ser chamados de animais racionais, se agirmos com a racionalidade dos ditos animais irracionais. Eles protegem as crias com sua própria vida, até o momento em que elas tem condições de sobreviver por conta própria. Aí são entregues ao mundo, para cumprir sua missão na fase evolutiva. Animais não matam pelo prazer de matar, mas apenas para se alimentar e sobreviver. Animais não fazem o que o dito ser humano é capaz de fazer. Você já ouviu falar de alguma "Guerra entre Animais"? É o só bicho gente que faz essas coisas... Na verdade, "Eu só queria ser civilizado como os animais", que não jogam bombas só pelo prazer de destruir, de espalhar terror. Será isso racional? Algo que é inegável, é que quando nossos amigos de quatro patas partem, deixam saudade pra cachorro... A fidelidade que o cão tem pelo seu amigo, que se diz dono, é algo que deveria servir de exemplo para todos nós, como a mais pura definição de amizade. Quando eu era garoto, meu pai tinha "plantação' de cachorros em casa... Quando encontrei o "Bonitão", depois de uma separação de mais de 10 anos, ele quase me matou de tanta festa que me fez.... Bonitão era um dinamarquês que, quando ficava sobre duas patas, apoiava as dianteiras nos ombros de meu pai, que tinha mais de 1m85, e sua cabeça passava a dele em muitos centimetros. Eu o cavalgava como se fosse um cavalo. Quando ele cumpriu sua missão e exalou o último suspiro, sofri demais da conta. Dizem que cada ano de um cão vale por 7 anos de um humano, e na verdade, cientificamente é assim mesmo que se conta o tempo de vida canino, e em sua curta vida deixam recordações inolvidáveis... O interessante é que as crianças tem mais respeito, amor e carinho pelos animais do que os adultos, pois os ditos racionais já nascem sabendo o que é ser bom, e assim vemos que geralmente as crianças não tem preconceitos e sabem amar... Depois, é que os adultos lhes ensinam que não se deve brincar com este ou aquele, e lhes ensinam que a agressão é uma defesa, e assim, depois que crescem, é que deixam de ser bons, e passam a desconhecer a pureza da amizade, chegando a agir com preconceitos... Enquanto isso, os que nominamos de irracionais simplesmente não desaprendem o sentido da lealdade e da amizade, como o ser humano desaprende... Se racionalidade fosse saber usar a razão, poderia ser que isso não acontecesse, mas atualmente racionalidade é algo que não existe, e por isso há que se deixar viver plenamente a criança que existe dentro de nós. Apenas devemos nos elevar e fazer valer a condição de real ser humano, e assim a razão será saber ouvir o coração. E raciocinando com a pureza de sentimentos dos animais, poderemos todos ter UM LINDO DIA, desde que saibamos viver a vida, jamais agindo como certos espécimes que se dizem humanos, mas provocam guerras sem que exista um motivo válido para tanto, apenas para satisfazer a sanha assassina que muitos levam dentro de si, o que não acontece com os animais, que jamais atacam ou matam apenas por desejo assassino...

Por vezes fazemos uma volta a um passado já passado e quase esquecido... E as recordações afloram...
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Por vezes fazemos uma volta a um passado já passado e quase esquecido... E as recordações afloram... "Que saudade que tenho da aurora da minha vida..." Existe a coincidencia de datas... A foto mostra Sampa de 1952, e o poema mostra o poeta de 1952. UM RETRATO DE SÃO PAULO Marcial Salaverry São Paulo sempre teve espírito pioneiro. Foi daqui que sairam as Entradas e as Bandeiras, que desbravaram o território brasileiro... Os grandes acontecimentos, sempre tiveram São Paulo à testa, e isso a História o atesta. Bandeirantes, entradistas, e também líderes abolicionistas, foram eminentes paulistas... Em São Paulo sempre tramou-se a independência, e tiveram paciência, para esperar a hora certa... Entre Santos e São Paulo, D. Pedro recebeu o recado fatal, e proclamou a independência, afinal... assim conta a História, e São Paulo detém esta glória, de ter sido aqui finalmente proclamada a Independência tão sonhada... Marcial Salaverry (Este poema foi escrito para o Dia da Independência, 7 de Setembro de 1952, pelo aluno do Grupo Escolar Arthur Guimarães, Marcial Armando Salaverry, aluno da Profª Rosina Pastore, encontrado entre algumas relíquias do passado...) 01/05/2006