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Frase de Fabiana Mota

Eu nem peço muito. Peço o que é quase nada mas que, no fundo, é tudo: silêncio que não me fira, presença que não me sufoque, um canto quieto onde eu possa respirar. Aquietei meu desejo sem fazer alarde. Enrolei-o num véu de silêncio e o deixei repousar onde ninguém mais alcança. Há um tumulto lá fora. Uma pressa que empurra, uma sede que nunca se sacia. Mas eu… eu recolhi meus sentidos, como quem apaga as luzes para ver melhor por dentro. Permiti à solidão entrar com os pés descalços, sem medo dela como quem reencontra uma velha amiga. Não me falta amor, me falta barulho a menos. Me falta gente que saiba calar bonito. Hoje, fico guardada. Não por medo do mundo, mas por amor a mim. Sou abrigo do que é leve, sou pausa. E quem souber me encontrar nesse silêncio, não precisará bater.

Fabiana Mota

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Busca redesenhos. As fatias do tempo aliviam as dores nas costas e causam aceleração cárdio. Precisa meditar; gosta de banhos doces e de mar. Planos para que lhes tem se é verão. Mas não pode ela andar sem foco, sonha salvar o mundo. Prefere falar de amor a escrever sobre qualque…
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Busca redesenhos. As fatias do tempo aliviam as dores nas costas e causam aceleração cárdio. Precisa meditar; gosta de banhos doces e de mar. Planos para que lhes tem se é verão. Mas não pode ela andar sem foco, sonha salvar o mundo. Prefere falar de amor a escrever sobre qualquer outro assunto. Chora sozinha num canto qualquer e se recupera nos versos rabiscados com caneta nanquim. Conta com a sorte de explodir em cores quase sempre quando é carnaval. Fica discreta. Enquanto uns dançam por quatro dias, ela fecha os olhos, faz do seu corpo um pêndulo, sem medo, rodopia e se solta no novo ciclo, a grande festa começa aí.