Frase de Samuel Eduardo Fortes
A mar Rápido estado Ancestral de um indivíduo Que vem do vento Um sossego, uma unção Estado leve anuncio seu lugar Leve estarei parado aqui No seu lugar E eu te espio da varanda Indo embora Mas você vem Hoje a janela Me ofereceu a paisagem Ressuscitando formas Era um sujeito Realmente distraído Na hora de dormir Beijou o relógio, deu corda no gato E Enxotou o olhar pela varanda Venha pra cá deixe de ser Bem acanhado Do seu ditado Agitado Cabelo ao vento Do saculejo Dessas roupas No varal A mar De onde Que tu tiras tantas ondas De onde Que tu tiras vai e vem De onde Que tu vens tão descolado Prá onde vai só do seu jeito Descansado Volte amanhã bem de manhã Aqui estarei Prá ver de perto Seu molejo Arretado Agitando o ar No Seu espaço confinado Tomando a fresca Tomo o ar Quarando o corpo Em alguns lugares estratégicos Já foi mar Voou por sobre as montanhas e cabeças Fez dali seu Espinhaço Passou por cima Do seu mundo Seu lugar Busca Bem de lá De onde vem seu infinito Se esperar Possa estar marcado em horas Rochas E no nascer De Espectativas fulminantes Lá vem o mar Trazendo a fonte e o defronte Cavalga ventos E a voz do sussurrado Ginetes pronto aparado A cavalgar Alados ventos Sobe e desce das areias Ao espairecer espalha Espuma em seu olhar Já sinto aqui O seu perfume estrangeiro Bebendo em tua boca O perfume dos sorrisos Que o vento forte acaba aqui De me entregar
No pensador.ai desde