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Frase de Rozilda Euzebio Costa

⁠Caravelas Origem profunda tem aquelas dores de saudade, que do peito não se consegue arrancar, que viajam aglomeradas em formas de angústias através de dezenas de caravelas por um mar de águas obstinadas de memórias em liberdade. Memórias são como as águas barulhentas de uma cachoeira, que desce encostas pedregosas a chorar, porque memórias tem vida própria e tem lágrimas, que ninguém consegue fazer calar. Um dia um cavaleiro selou o seu cavalo e foi embora, com a sua bagagem transbordante de ilusão, e os olhos tristonhos de uma peregrina, ficaram na longa estrada a esperar por ele em vão. Ela começou a seguir persistente os rastros deixados pelo cavaleiro, mas a pressa dele fez crescer asas no dorso de seu cavalo, e o cavaleiro começou a voar no seu cavalo alado, vencendo as barreiras invisíveis do tempo para então alcançar novos tempos, além das esferas inimagináveis de sua existência. Pobre peregrina que exausta perambula com sua bagagem de esperança, peregrinando vai noite e dia na tentativa de o cavaleiro encontrar. Caos no peito, caos na alma, um assombro de medo faz seu coração palpitar, medo de nunca mais poder o seu cavaleiro encontrar, porque rumo às estrelas ele está velozmente a cavalgar. Ainda existem os campos floridos daquele lugar? E onde estão as vinhas com seus rebentos a prosperar? Ela se pergunta repetidamente, sem cessar, pois está perdida tentando o cavaleiro encontrar. Oh Paraiso, dê depressa o teu endereço, esse deserto é incomplacente para quem vai ele atravessar! A peregrina jura, que se o deserto em seus próximos pensamentos não findar, embarcará no primeiro trem da vida que corre nos trilhos da alvorada, rumo a outros cenários menos devastadores. Já sentistes o badalar do relógio das horas da angústia? Essa angústia devora uma mente cheia de pensamentos de solidão. Acaso será mesmo tudo em vão? Será em vão todas as esperas ancoradas, adormecidas naquele porto sem compaixão? Nuvens fugitivas ao soprar dos ventos primaveris alertam, que logo o cavaleiro a peregrina vai encontrar, Mas será? Será mesmo verdade?! Até a primavera chora e se compadece por ela, as flores percebem seus olhos cansados, escondidos debaixo de suas pálpebras, tanto exaustos que não conseguem mais se levantar. Os seus pés decidiram que é hora de parar, porque já não conseguem mais seus rastros pelos caminhos deixar. O insistente balançar das árvores na floresta encantada anunciam o tempo oportuno da viagem astral, um túnel se abre através das infinitas vias do universo. E quem foi que disse que aquelas caravelas da saudade não navegam o mar encantado acima da terra? Quem foi que disse que isso é assim, e só pode ser assim, porque a lógica diz que assim o é? A lógica também se engana e as vezes até se contradiz, assim também o que está entrelaçado a um contratempo, o próprio tempo se equivoca, se contradiz. Há um cânion além das planícies quietas da serenidade, suas paisagens convidam para um voo fantástico, entre os paredões misteriosos e secretos que o ladeiam. E como a cegonha faz quando está no pico mais alto do seu voo migratório, assim voa também a alma que procura novas terras. Caravelas ligeiras são os suspiros de uma saudade apressada, Caravelas também são aqueles pensamentos, que navegam obstinados num mar violento, cujas velas são os desejos do coração humano. Rozilda Euzebio Costa

Rozilda Euzebio Costa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Rozilda Euzebio Costa

O servidor que se doa com amor é aquele que não vai em busca da flor mais bela do jardim para regá-la e dar a ela os seus cuidados, mas é aquele que acolhe a primeira flor necessitada de cuidados que lhe aparece em seu caminho.
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Impossibilidades (Retrato da tristeza) Viveres retalhados, Vidas despedaçadas, Contrastes de cenários, Vultos espalhados. Lágrimas, lágrimas, lágrimas... Amores impossíveis, Sonhos incapazes, Vidas vazias, Tristezas visíveis. Lágrimas, lágrimas, lágrimas... Almas feridas pela extrema solidão, Vidas desesperançadas, Vítimas dos pesadelos, Dos abismos da ilusão. Lágrimas, lágrimas, lágrimas...

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Desigualdade (Indiferença Social) Você está feliz, é bem verdade, Não tem culpa de tantas tristezas, E males da humanidade, Mas você é parte deste mundo, Que batalha por igualdade. Você está feliz, vive a sorrir e a sonhar, Eu vejo embora não me vejas, Talvez você sinta medo, Até de tocar-me as feridas, Mas saiba que a maior ferida que carrego, Está no mais profundo de minha alma, E ela você não consegue ver. Porém seria bom você se lembrar, Que do mesmo ar que você respira, Também eu vivo a respirar. O céu te parece lindo? A mim também parece belo, Mas debaixo de todo este céu, Ninguém se importa pra onde estou indo, Se estou chorando ou se estou sorrindo.

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Deixe Deixe o vento soprar em sua direção, Pode ser que ele passe por você e te faça um grande bem, Levando com ele todas as dores e angústias do teu coração. Não expulse as gaivotas que passeiam a beira mar, Elas não estão ali porque o mar é solitário, Mas porque o mar lhes agrada e lhes atrai, E o mar com as gaivotas se torna mais bonito de se apreciar. Não corra contra o tempo, porque o tempo não faz sentido, O tempo é apenas uma invenção, Ele é originado pela luz e pela escuridão. Se tudo fosse luz quem haveria necessidade de relógio? Bastaria viver a vida sem ter esta preocupação. Deixe que as palavras se libertem do teu coração, Não lhes acorrentem, elas precisam ganhar o eco da liberdade. Deixe-as sair e manifestar-se, deixe-as respirar, Uma palavra sufocada pode morrer de solidão.