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Frase de Ederval Fernandes

Como os dedos que rasgaram o papel do presente. Como o ausente dos vários segredos que não revelaram. Como o café que repousa na mesa e será bebido. Como o livro lido duas, três vezes até ser amada a sua beleza. Como quando entrei em você pela primeira vez e entendi. Como, por uma besteira, não sei, minha vó chora e depois ri. Como os dias em que Vivo e não quando estou morto e respirando feito verme. Como a tua mão procurou ver-me no escuro de mim e do quarto: como quando um coração faz um Uivo.

Ederval Fernandes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Por esta janela, cujo vidro ainda me protegerá do frio, observo gatos noturnos passearem pelos telhados
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Por esta janela, cujo vidro ainda me protegerá do frio, observo gatos noturnos passearem pelos telhados e carros atravessarem a ponte, ao longe – gatos de aço passeando pela noite. Consigo ver um pouco de mim refletido no blindex por onde vejo os gatos, os telhados, a ponte, os carros, a noite, a cidade. Não sou tão nítido quanto a cidade; e assim sou eu.

Um fio se liga a outro, diz
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Um fio se liga a outro, diz o eletricista. Uma palavra se liga a outra, diz o poeta. Um dia se liga a uma noite e uma noite se liga a um dia. É assim - nos ensina a poesia. Sabem o eletricista e o poeta que a luz se projeta com o fio. Mas com palavras, desconfiam.