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Frase de Gabriel Amorim

⁠Ritmo e silêncio Eles eram como o dia e a noite, tão distintos que parecia impossível coexistirem. Ela carregava o caos das manhãs ensolaradas, cheia de energia e risos que explodiam sem aviso, como o canto de pássaros numa floresta desperta. Ele, por outro lado, era o silêncio do crepúsculo, contemplativo, com olhos que pareciam guardar segredos das estrelas. Enquanto ela dançava pela casa, improvisando passos ao som de músicas que nem sempre ele entendia, ele a observava do sofá, com um sorriso leve, como quem encontra beleza naquilo que não se pode controlar. Quando ele lia seus livros densos, mergulhando em pensamentos profundos, ela se aproximava com uma xícara de café e o interrompia com histórias do dia que, para ela, tinham mais cor do que qualquer romance. Eram opostos que se completavam sem esforço, como o céu que precisa do azul e das nuvens. Discutiam, é claro, pois ele amava a ordem e ela adorava o improviso. Mas mesmo nas discordâncias havia uma harmonia: ele aprendeu a apreciar o caos das risadas dela, e ela encontrou beleza no silêncio dele. Assim, seguiam juntos, um equilíbrio improvável entre diferenças que, em vez de separá-los, os uniam. Pois, no fundo, o amor não é sobre sermos iguais, mas sobre aprender a dançar no ritmo um do outro, mesmo que a música pareça, à primeira vista, totalmente diferente.

Gabriel Amorim

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Pensador.com

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Escorpião Escorpião, fure meus globos Inchaço Globo vermelho Sangra. Vaza. Fecha. Morro. Sangra. Vaza. Fecha. Respiro. Meu corpo se revolta Estou pingando Faça isso parar! Minha glândula salivar Que rebelde, maldita Pare Te imploro Acabe logo com isso …’’.’.’.’.’.’......’.’.’’............... .”....”.’.”.””.”.”..’.’.’.’. Não posso enxergar Anoitece ao meio do dia Acaba-se tudo as quinze horas ………….,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, Canso e caio No poço, no fundo Manso morro De roupa, imundo

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⁠Num abismo sombrio de desespero, O transtorno de Borderline se abriga, Um mar de melancolia, vazio e austero, O amor e a intensidade numa dança intriga. Na alma, um vendaval de emoções devastadoras, Amor intenso, mas fugaz como a madrugada, A valorização se esvai como sombras fugidias, Enquanto a desvalorização inflama a ferida. A autoestima se esvai em fragmentos dispersos, Como um espelho partido, cacos em agonia, A busca incessante por uma identidade. Mas na melancolia, há um chamado de esperança, Na aceitação e compreensão do sofrimento, A luz tênue brilha na busca da bonança.