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Frase de Carlinhos Matogrosso

Nuances Eu vejo mais sua cara Enquanto durmo Pela janela dos sonhos Pelos quadros surreais Que vem das telas multicores Que o consciente não vê Pelas mágicas nuances que aparecem desenhadas na parede da emoção E quando vejo seus olhos Eu perco o rumo E não consigo entender Quase sempre Sua imagem se dissipa lentamente do foco dessa ilusão Seus pedaços coloridos se espalham Como fogo do artifício da razão E eu acordo sem voce meio espantado Lavo a cara... E a coragem de seguir pro meu trabalho? Viajante solitário... Não há mais tempo pra sonhos Só preciso ser feliz

Carlinhos Matogrosso

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Pensador.com

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Outras frases de Carlinhos Matogrosso

Perdoa-me Perdoa-me Se não te amei esse ano
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Perdoa-me Perdoa-me Se não te amei esse ano Na medida que mereces Só por seres humano; São as fronteiras fechadas, As caras amarradas, As cercas, os muros e os Danosos quintais; Cada um no seu mundo E nada mais; Quase tropeças em mim Outro dia, até balbuciei um, "Desculpa amigo"... Mas não deu tempo, A pressa foi mais rápida Do que as palavras E, de novo, nos perdemos Na ignorância, da ância De ganhar, Na falta de infância. A criança em nós, Morre a cada dia Abandonada Na mais completa escuridão, No vulto, na sanha seca Do adulto, Que parece Onipotente E quase absoluto. todavia, é sético e insano; Mas não tem nada não; De-me um soriso, Nem precisa ter graça, Daqueles que valem por um ano inesperado, cigano; Mesmo que seja Pálido e inconciso, E eu te dou um pedaço Do meu paraíso, Pois, de todo ele, Eu sei que não preciso

A dança das cabeças Uma cabeça sobre o seu pescoço Feito um caroço
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A dança das cabeças Uma cabeça sobre o seu pescoço Feito um caroço Em sua própria fruta faz a luta E o campo de batalha E na batalha As cabeças rolam por aí O pensamento É vento, fogo e sina Que ilumina E faz escuridão É pura saga cega de batalha É navalha E as cabeças rolam por aí Uma palavra Crava e crava forte Cheirando sorte Amor e traição Cuidado língua com sua cabeça Não esqueça Que as cabeças rolam por aí As cabeças rolam... Soltas nas dunas de areia Cabeças de vento se deixam rolar As cabeças rolam... Doidas na selva de pedra Na perda do sol,na cinza do ar as cabeças rolam... pelas escolas, nas colas Nas bolas em tudo o que possa rolar As cabeças rolam por aí...

quero-quero Eu tenho um casal de quero-quero Que anda com lero-lero querendo ser bem-te-vi
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quero-quero Eu tenho um casal de quero-quero Que anda com lero-lero querendo ser bem-te-vi tambem tem ua morena e como eu quero Mas que não me leva a sério,nem passa mais por aqui. E esse poeta vive morrendo aos pedaços Quase caido nos laços do seu próprio coração Vive sonhando com ua vida mais tranquila Papagáio, curruíra,arúna,gavião. Casinha tosca plantada no pé da serra Um lugar longe da guerra bem longe da solidão Donde se veja o breu da onça pintada Uma fogueira encantada, a morena e o violão Todos atentos aos causos que são contados De olhos iluminados à luz da imaginação Abandonados pelas luzes da cidade Mas com toda claridade bem dentro do coração