Frase de Raul de Leoni
Escuta: Pelo bem que tu fizeres Espera todo o mal que não farias! Essa é a mais triste das filosofias Que aprendi entre os homens e as mulheres!
No pensador.ai desde
Escuta: Pelo bem que tu fizeres Espera todo o mal que não farias! Essa é a mais triste das filosofias Que aprendi entre os homens e as mulheres!
No pensador.ai desde
A alma da gente muda tanto nesta vida, Na sua história escrita sobre a areia, Que um dia, ao recordar-se de si mesma,
A alma da gente muda tanto nesta vida, Na sua história escrita sobre a areia, Que um dia, ao recordar-se de si mesma, Numa hora esquecida, Já nem se reconhece mais e sente, Estranhamente, Que tudo aquilo que ela está lembrando, São as recordações de uma alma alheia!..
História antiga No meu grande otimismo de inocente, Eu nunca soube por que foi... um dia,
História antiga No meu grande otimismo de inocente, Eu nunca soube por que foi... um dia, Ela me olhou indiferentemente, Perguntei-lhe por que era... Não sabia... Desde então, transformou-se de repente A nossa intimidade correntia Em saudações de simples cortesia E a vida foi andando para frente... Nunca mais nos falamos... vai distante... Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante Em que seu mudo olhar no meu repousa, E eu sinto, sem no entanto compreendê-la, Que ela tenta dizer-me qualquer cousa, Mas que é tarde demais para dizê-la...
Ironia! Ironia! Minha consolação! Minha filosofia! Imponderável máscara discreta
Ironia! Ironia! Minha consolação! Minha filosofia! Imponderável máscara discreta Dessa infinita dúvida secreta Que é a tragédia recôndita do ser! Muita gente não te há de compreender E dirá que és renúncia e covardia! Ironia! Ironia! És minha atitude comovida: O amor-próprio do Espírito, sorrindo! O pudor da Razão diante da Vida!
Cala a boca, memória! Basta, basta! O que o Tempo te disse não me digas. Que pareces até minha madrasta
Cala a boca, memória! Basta, basta! O que o Tempo te disse não me digas. Que pareces até minha madrasta Quando me vens cantar tuas cantigas. Tua voz me faz mal e me vergasta, E a chorar, muitas vezes, tu me obrigas. Piedade, Memória leonoclasta, Não despertes, assim, dores antigas. Vai, recolhe-te à tua soledade, E que o teu braço nunca mais me leve À sepultura da Felicidade! Segue um conselho meu, de ora em diante: Junto a quem está de luto, não se deve Falar de quem morreu, a todo instante…