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Frase de Nelson Rodrigues da Costa

⁠Esqueceram-se, talvez, de quem vos deu o fardo e a força, não para erguer muros, mas para proteger as portas abertas das casas simples, onde mora o povo, esse que vos deu o sentido e não o cetro. Fardados, sim, mas não para a guerra contra irmãos, não para erguerem o peito como se fossem senhores, mas para que nunca se ergam os tiranos, para que a voz que vos comanda não seja o eco da ditadura, mas o sussurro da liberdade. Se vos vêem como maiores, lembrai-vos: os gigantes que esmagam a terra não plantam raízes, não semeiam paz. A vossa força é guarda, não sobre a nação que teme, mas sobre a pátria que respira livre. Soberba? Não! Só há grandeza em servir, em ser de todos, não contra todos. E se vos esquecestes a quem jurastes lealdade, então lembrai-vos: quem se julga dono da espada perde o fio da razão.

Nelson Rodrigues da Costa

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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar.
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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar. Não sou o que mostro. Sou o que seguro para não cair. O que calei para não ferir. O que deixei por dizer para não gastar palavras em vão. Aprendi a vestir sombras com a dignidade de quem sabe que até a noite tem camadas. Ergui castelos no ar com mapas rasgados. Com linhas tortas, sim, mas desenhadas com silêncio aceso. Não procuro a luz para brilhar… prefiro arder por dentro a que me apontassem o fogo. E quando me tentam convencer falsamente que o mundo é preto ou branco, guardo as cores no bolso. Não para esconder — mas para aqueles que as querem mesmo ver. Sou feito de todas as coisas que não se veem à primeira. De silêncios que gritam. De memórias que ainda não aconteceram. De palavras que nasceram antes da boca. Não preciso de ser lido. Mas se me lerem, que não me distorçam. Procurem a cor, não as trevas. As que tremem. As que resistem. As que sou.

⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
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⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração. Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.

⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta.
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⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta. Dois lados de uma mesma moeda, que ora dá cara ora da coroa. Fica a bipolaridade ora feliz ora triste... consistentemente insatisfeito. Mas de quem é o problema? Do que ama ou do amado? No fundo do que sofre, porque sonha voar mais alto com asas frágeis e cansadas. Enquanto planeia no alto reza que a esperança não esmoreça, que a nuvem sustente o palácio onde reside o seu espírito lutador...