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Frase de Alvaro Kawaza

Sobre o que você faliu. Você veio de uma vida de corpos, drogas e boa música, as letras verdades, poemadas e ritmadas, nunca foram tão vazias, quanto as palavras faladas por ti, sim prefiro o escritor. Aquele poeta meia boca que me seduziu e engoliu inteiro sem nem me deixar respirar. Mas, eu como diz suas letras formadas, me debatia em ti e sim me debatia demais. Me debatia demais porque conheci além do poeta, porra, que merda que eu fiz. Conheci além do faz de contas, sobrevivi ao encantamento, trouxe o pior de você, para que tu mesmo pudesses conhecer, ensinei que pra ser bom, não se precisa sofrer ou fazer sofrer. É você não aprendeu, tornou a ir e sem nem o ter aprisionado o soltei. Voa folha, voa e caia na água, pois folha solta sem caule, morre de fome. O que esperar de um homem folha? Ele vive de sugar pra se alimentar. Suga a força do sol e os nutrientes da terra, não iria sugar a mim, árvore fincada e com raízes sólidas, árvore de valores invertidos e concebidos? Não se trata apenas de libertar a folha para a morte, mas quis tanto que a folha apenas aprendesse algo quando ela fosse. Ela/Ele se foi e me deixou no silêncio da ignorância, no bloqueio frio de algo que poderia nos conectar, mas eis-me aqui conectado a ti pelo que jamais te largou, desejando intimamente que tu caias na água e brote de novo. Desejando aqui que tu brotes e vire árvore e que lembre-se que o tempo passou e trouxe consigo o enigma da metamorfose, agora sou água e posso sua fome matar. A'Kawaza

Alvaro Kawaza

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Pensador.com

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Outras frases de Alvaro Kawaza

Sou como água, me adapto aos mais difíceis locais, pra sua sede matar. Beba-me! A'Kawaza
Tu pra mim. Era Julho, deveria estar frio e frio nunca ficou, me aqueci ao te ver e ao saber que iria te encontrar e sim te encontrei e tudo doei. Doei e doei a ti tudo o que um pobre e solitário mortal poderia doar, achei que tudo estava morto e que nada em mim poderia estar v…
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Tu pra mim. Era Julho, deveria estar frio e frio nunca ficou, me aqueci ao te ver e ao saber que iria te encontrar e sim te encontrei e tudo doei. Doei e doei a ti tudo o que um pobre e solitário mortal poderia doar, achei que tudo estava morto e que nada em mim poderia estar vivo além de minhas crenças, além do meu sagrado. Sim, tudo estava em uma espécie de transe e ao sentir a saliva de tua existência, tudo acordou e vi que o céu voltara a ser azul e que o mar voltava a me sorrir, sim era inverno e mesmo assim consegui ver o azul dos céus. E você veio, me olhou com a cara de um menino, com seus olhinhos infantis e sua pouca idade. Você nada tem de menino, seus olhos já viram mais do que os olhos de muitos anciãos, seu corpo já viveu mais do que o corpo de muitos experientes, sua boca já conheceu mil outras bocas. É eu estava errado, não era você quem eu queria e mesmo assim sua fala, sua voz e seu toque contido em uma timidez inexistente, me fez querer mais e assim fui me viciando no teu eu, deixando que o meu eu fosse teu e somente teu, sem nem ao mesmo ser meu, meu próprio eu. E agora vejo que teu eu é meu e esta contido em mim. E como faremos agora que estamos contidos um no outro? Sendo meu eu teu, seu eu meu, ambos contidos em si! Ai eu olho mais uma vez aqueles mesmos olhos infantis com vivência anciã e digo: nada tenho que fazer, amor só é bom se doer. Olhos escuros como a noite, que me fazem penetrar em suas trevas, burlando a minha luz, bagunçando a minha claridade, mexendo com o eu que um dia foi meu. Será que um dia eu tive um eu? O eu só existiu depois de tu? Hoje que somos um, bebamos um do outro, até que nosso líquido acabe e se acabar, vamos nós produzir mais e mais, porque a eternidade está no fim, onde tudo começa. A morte diária, é todo dia um começo e em resumo te digo: Apaixono-me por ti todos os dias, começando e terminando, nascendo e morrendo, morrendo sendo tu meu, sendo eu teu e sendo Eu's nosso! A'Kawaza