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Frase de Marcelo Zacarelli

A NOSSA TRILHA Produzido por zacarelli As pessoas se entusiasmam, outras duvidam... Não cruzemos os braços agora Estamos no circulo do nosso limite No ápice do acreditamos. Há um pouco de nossas pegadas naquela trilha Há um pouco de nossa alma naquela ilha. As portas ainda estão abertas Muitas pessoas passam Por ela Devemos continuar com a nossa missão Com a nossa força e auto crítica. Tudo que temos é o que carregamos conosco Seria talvez a hora de aceitar a ajuda de um estranho Dê um gole nesta bebida Sinta o amargo que é duvidar Só não perca a sensibilidade dos teus passos Não deixe jamais os rastros dessa trilha se apagar. Há um pouco de nossas pegadas naquela trilha Há um pouco de nossa alma naquela ilha. Escrito por Marcelo Henrique Zacarelli Mauá fevereiro de 2006 no dia 26

Marcelo Zacarelli

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Pensador.com

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Outras frases de Marcelo Zacarelli

ESPINHO NA CARNE Calei-me por um momento Quando me perguntastes sobre minha tristeza
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ESPINHO NA CARNE Calei-me por um momento Quando me perguntastes sobre minha tristeza Fitado por alguns segundos Tentando achar onde estou Então me procurei no futuro Apressei-me, a saber, que ali não estava Então me procurei no passado Confesso foi terrível as lembranças Ao rever meu corpo violentado Pelas marcas da ingratidão Vi também meus olhos surrados Por lágrimas que chicotearam minha face Por causa de palavras vãs E lábios fingidos Não puderam compreender tamanha dor Retornei rapidamente ao meu subconsciente E percebendo que ainda me olhavas Calei-me por outro momento E senti que com o toque singelo Dos teus dedos Buscavas atingir o meu corpo Mas sei que por mais brando Que pudesse ser Seria inevitável não tocar as feridas Busquei confortá-la Ao explicar a beleza de uma flor Que na sua beleza São repletas de espinhos Basta apalpá-las e senti-las A palma das mãos machucarem E nem sequer lembramos seu perfume Talvez nem sua cor percebamos Somos parecidos ao sentirmos dor Então observastes minhas palavras E no silêncio deste momento Calastes por um instante Quando te perguntei sobre tua tristeza. Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli Novembro de 1997 no dia 04

A FRAUDE DE UM QUADRO Seria fraude do pintor Ou seria tal pincel subordinado
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A FRAUDE DE UM QUADRO Seria fraude do pintor Ou seria tal pincel subordinado Para que atentasse à beleza deste quadro De mãos tremulas intermináveis Oculta em seu conteúdo duvidava... Causando um narcótico premeditado Sobre a exuberante obra do pintor Artista habilidoso, submisso e vaidoso... Subsecivo ao decifrar tamanha exatidão O seu pensamento inepto e inerte Incontrolável pela obsessão De um sentimento estranho Seria o tal insensato, entusiasta ou banal... Em seu conteúdo contestado A exposição dos amantes imaginários O rosto triste de uma criança que sorria O boêmio narciso na qual descansava Nos seios da mãe prostituída Um curioso milionário Não entendeu tamanha revelação Pois comprou a obra-prima sem explicação Na malicia do pintor Talvez estivesse a resposta Inconformado e impaciente O comprador questionou! Não o sorriso da criança Mas da mãe a visível apreensão Ao longe esta ouvira dizer Promessas de um político em ação... Replicou o comprador! Não vejo nenhum político senhor Treplicou o insolente pintor! Não reparou que todo político Esconde-se por trás de suas palavras. Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli Maio de 2002 no dia 03 Itaquaquecetuba ( SP )

DESERTO INABITÁVEL Calmo, insuportável e monótono pensar... Onde se faz noite meu entardecer
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DESERTO INABITÁVEL Calmo, insuportável e monótono pensar... Onde se faz noite meu entardecer Onde reconheço este meu pesar Dor incalculável do meu ser Meu corpo não sei bem certo Ferido, desprovido de desejos incorretos... Deserto inabitável de segredos e lar perverso Tenho tamanha admiração e tristeza no coração Qual estrada comprida e abrigo no sótão São tantos chãos e mares sem razão Não se pode descrever nem explicar a solidão Sangue derramado nas areias da dor Ironias desta vida desencontros do amor Deveras estas dunas tivessem sentimentos Mas sois corpos minúsculos, vulneráveis e ventos... Pobres areais sois injurias e lamentos Não podeis conhecer o final desta estrada São avenidas de veias sofridas Nem o sol nem o mar é maior que o desengano Então por que fazermos planos Todos caminhos são inversos de compaixão Recordar talvez seria plantarmos uma flor No deserto inabitável deste nosso coração. Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli Julho de 2002 no dia 21 Itaquaquecetuba (sp)

ANDARILHOS NA TEMPESTADE Andarilhos na tempestade Caminham sem vaidade
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ANDARILHOS NA TEMPESTADE Andarilhos na tempestade Caminham sem vaidade Em busca de algo que os surpreendam Um grito preso na garganta Caminham sozinhos Sem alguma esperança... Andarilhos na tempestade Distantes da verdade Lado a lado com a realidade Caminham como crianças Um nó preso na garganta... Andarilhos destemidos Caminham sem destino Em busca da porta da percepção Algo que conforta o coração Andarilhos sem razão... Andarilhos na tempestade Caminham sem destino certo Como cães jogados sem osso no deserto Rompendo barreiras em busca da liberdade Andarilhos da saudade... Andarilhos na tempestade Caminham sem vaidade Pensamentos escondidos Entre o amor e a guerra Andarilhos divididos Desta força que os supera Andarilhos iludidos Caminhando sobre os trilhos Renegados da paixão Desarmados e despidos Pobres andarilhos Que caminham sem razão. Pelo autor Marcelo H. Zacarelli e Marcelo Martins Agosto de 2001 no dia 14 Itaquaquecetuba (sp)