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Frase de Iolanda Valentim

Eu tento desvendar os mistérios da minha mente, mas sempre acabo como você – e como meus amigos, como meu ex namorado, como minha prima de segundo grau, como todos ao meu redor – sem entender o que realmente se passa aqui dentro. Digo, eu não sei mesmo o que eu sinto. Uma hora eu amo, outra hora é como se não fizesse mais sentindo pra mim. Uma hora, o mundo é um lugar totalmente confortável e eu finalmente penso que achei meu lugar nele. Até voltar a surtar e me incomodar e querer fugir de tudo a minha volta. Uma hora eu só quero ser feliz, calminha, bobinha. Na outra eu só quero uma tempestade, uma dorzinha, só pra vida ser mais emocionante. Eu me isolo quando quero chegar mais perto, quando insisto em achar que talvez possa dar certo. Porque definitivamente não vai dar e ter esperanças é coisa de gente boba. Enfim. Eu acho que sou perdida. Não. Não acho. Eu tenho certeza. A diferença é que eu não camuflo isso, como a maioria. Salto alto e batom vermelho não vão calar a mocinha que chora assistindo filme de romance. Cabeça levantada e olhar misterioso nunca vão esconder essa bagunça toda. A única coisa que eu sei sobre tudo isso é que eu não posso calar quem eu sou, muito menos mudar. E cá estou eu, assumindo de peito aberto que eu sou a pessoa mais inconstante que você pode conhecer. E insegura. E complicada. E difícil de entender. E não é fácil nem pra mim ter que me aceitar todos os dias desse jeito. Mais complicado ainda é ter uma angústia no peito e não saber de onde veio e como passa. Complicado é acordar de manhã e não achar graça em sair de casa. Mas eu consigo. E se alguém ao meu redor não estiver pronto pra entender isso, que vá embora. Não peço esmola de ninguém. Quem quiser ficar, fica. Quem quiser continuar do meu lado enquanto eu vou pro lado contrário, que continue.

Iolanda Valentim

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Iolanda Valentim

E permanece. Em cada milímetro de mim, cada parte do que eu sou. Cada saudade que eu sinto é um pouco de saudade sua também. Em cada frase que eu escrevo, uma palavra é dedicada a você também. Cada amor que eu tenho, é um pouco do seu.
E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, per…
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E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, permanece.

Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que pod…
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Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que poderá eventualmente acontecer no futuro. Até por coisas que deveriam passar despercebidas. Comigo, elas não passam e sim grudam no cérebro, me fazem pensar e sentir coisas ruins e querer correr pro lado contrário, amedrontada. Fico sentida por besteira e magoada por coisas bobas, sim. É mais um lado chato de ser exagerada: meus dramas também são.

"Nunca sequer gostei de refrigerante na vida, mas semana passada fui ao médico e ele proibiu terminantemente de beber. Saindo do consultório, me veio a vontade louca de tomar um gole e sentir aquele líquido gaseificado e aromatizado artificialmente passando pela minha garganta. N…
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"Nunca sequer gostei de refrigerante na vida, mas semana passada fui ao médico e ele proibiu terminantemente de beber. Saindo do consultório, me veio a vontade louca de tomar um gole e sentir aquele líquido gaseificado e aromatizado artificialmente passando pela minha garganta. No outro dia, nada mais já me importava na vida a não ser esse bendito fruto proibido. Eu só tinha olhos para o refrigerante. Só pensava no refrigerante. Acordava e ia dormir querendo refrigerante. Não por gostar, mas por saber que eu não posso. É mais ou menos assim com você."