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Frase de Luiz Ruffato

Arqueologias Envelhecemos, e teus projetos aos sonhos retornam. Aquela casa de campo, quantos iriam visitá-la? O filho inconcebido, como mesmo irias nomeá-lo? A viagem à Europa, este país, que naquele. Envelhecemos, no entanto, e tudo à volta rui. A cidade irreal, envolta em névoa, tua. Envelhecemos, e teus sonhos em sonhos permanecem.

Luiz Ruffato

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Pensador.com

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Outras frases de Luiz Ruffato

Quatro ou cinco motivos para renunciar, eis a coluna de haveres. E persisti,
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Quatro ou cinco motivos para renunciar, eis a coluna de haveres. E persisti, embora tenham sumido canetas e dias inteiros no estranho calendário que carrego às costas. Eu não sabia – tu não sabias – mas as fomes de domingos as madrugadas rodoviárias os nomes que se apagavam as errantes ofertas dos ventos, tudo nos empurrava para a porta nunca aberta, nunca cerrada.

Ainda há pouco era dia. Eu asilava na sombra a estirpe dos antepassados.
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Ainda há pouco era dia. Eu asilava na sombra a estirpe dos antepassados. Temia a chegada da tarde com seus pássaros, vertigens, cortejos, fantasmagorias. No entanto, sem sabermos, caminhávamos, ombro a ombro, evitando as largas veredas. E quando afinal a tarde desceu entre labirintos, vales e cristais, entrelaçamos as mãos inseguras. Juntos, partilhamos o tempo, reconstruindo pedra e pedra a vida que quedou imediata.

E súbito compreendo o primeiro não: meus frágeis pés tocaram a água fria e vi, descidos dos retratos ovais, rostos
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E súbito compreendo o primeiro não: meus frágeis pés tocaram a água fria e vi, descidos dos retratos ovais, rostos que entulhavam a despensa de histórias. E súbito compreendo o primeiro não: meus braços cingiram a madrugada rejeitando nomes, tão pouca terra para tão grandes desaparecimentos. E súbito compreendo o primeiro não: o tempo avança do agora para o anteontem.

Onde quer que estejas, em teu país ou em outro, és estrangeiro: ninguém tua língua compreende. Só, o deserto
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Onde quer que estejas, em teu país ou em outro, és estrangeiro: ninguém tua língua compreende. Só, o deserto de estranhas veredas percorres. Conservas, no entanto, dos primeiros anos o albor, quando tua cidade, madrasta e mãe, teus sonhos na noite fresca velava. A grande mão que afagou-te esmaga o peito agora. Ah! Somos apenas o que somos. Apenas.