Frase de Elvis Danilo
A muito tempo atrás ouvi-se falar de um casal que mudou seu rumo por amor puro. Eram jovens e felizes, mas o destino tem idade e maldade. Após anos juntos o deslumbre estava o mesmo, genuíno como nunca antes e isso era de arrepiar de tão bom. Após a injúria de tantos e todos eles decidiram-se abandonar a carona do tempo e seguir os passos sentido as feridas dos caminhos difíceis, escuros e impetuosos. Pois bem, não me estendendo em todo conto, deixar claro eu devo que sofreram muito quando as multidões pediram o fim daquele amor verdadeiro. Eles passaram por tantas e tantos. Viveram como nenhum outro casal. Se amavam. O fim... ...chegou quando partiu do passado a obrigação da moça impor o futuro. Ela intimou o rapaz que soluçou de choro e tinha que decidir-se entre viver sofrendo os erros que carregava mesmo não a tendo em seus braços ou se preferiria viver amargamente a vida sabendo que seu amor sofreria até o fim da vida. Ela lhe deu duas pedras. Na primeira estava escrito: Sofrer sem ti ter. Na segunda era: Sofrer quem me faz viver. Então após alguns dias era chegada hora daquele angustiado romântico subir ao topo da montanha que beirava o mar e jogar a pedra que não queria. Ela ficou de costas e de joelhos com a mão na testa esperava a decisão. Ele se segurava, orava e clamava. Pedia sabedoria. O som surgiu nas águas calmas naquela tarde de domingo de primavera. Era o sinal. Todos os olhos daquela multidão que queria o fim estavam atentos e olharam e surpresos se fecharam em silêncio. A moça foi a última, pois após o barulho no mar só existiam razões nos quatro cantos do mundo. E quando olhou ao topo da montanha, ela não avistou o amor da sua vida. Chorou. Se despedaçou. Não curou. Viu que ele foi capaz de provar que não existiria sem ela. A multidão não se perdoou. O tempo não apagou. Seu sorriso não levou assim como nenhuma flor. A demora não durou. Tempo ali parou. O destino se traçou. Ele apenas provou que as pedras são como seu amor algo que nunca se acabou.
No pensador.ai desde