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Frase de Rosemere Melo Sanginetto.

A deformidade está no contexto, da incompreensão... Quando Hamlet disse:"Ser ou não ser..." queria leva-lo a crer, no indefinido! O soma é a soma, do fisiológico e do incógnito! é um processo caótico, o gnóstico! entre o neural e aórtico, entre o epitelial e psicossomático, entre o cutâneo e o enigmático, o somático é o quociente...do inconsciente! Leia-me além do têxtil, além do léxico, e além do arquétipo, do estético! o que é o estético, senão a leitura do supérfluo? leia-me além do hermético! do atlético e disforme, tire o uniforme...da suposição! todo sentir é paraplégico, se baseado meramente na textura, na crua figura, do objeto... toque-me com o figurado! e não com o osmótico ou o palato, nem mesmo o sublingual ou o vibrato, são capazes de transmutar o gráfico, do desencarnado! Meu Júpiter,sou tua Juno! dispenso juras, que não fazem jus, ao verdadeiro! O outono vem! mas continuo refém, do primaveril! Amo os contrastes, que dilatam as vontades, em realidades! Amo os matizes, que difundem diretrizes, e ambiguidades! Amo os tons , que suavizam os graves, da gravidade! Meu anjo melódico, toda percussão é fruto da frequência, do sintomático! o sentir é instrumento de sopro ou de corda? os dois! as vezes é estro, as vezes é destro, e outras é plectro, mas sempre é um verso, vestido de letra e emoção! Pupila é cítara! ressoa a antífona! ótica uníssona, é a sintonia, de almas intrínsecas! Ó meu anjo maestrino, o que a retina retém, vai muito além, do humor vítreo! Noturnal idílio! odes anímico! eis quão aprazível é, a sonata do teu cristalino! auriverde e citrino, refratando o metafórico hino, do libido! Quando duas almas se alinham, como astros no infinito, a íris é o acústico , do somático! Minúsculas rasuras, são maiúsculas conjecturas, quando rompem as abreviaturas, da dúvida! Porque ser comedido, se é descabido, o suscetível? porque ser moderado, se é ávido, o desenfreado? porque hesitar amá-lo, se é o revérbero, o fulgor do involuntário? o verso é veste! a leitura me despe, e os dedos repetem, trechos horizontais! ó bruma lânguida, ó incisiva lâmina, o amor é túnica escarlate, mortuário traje, do consciente! Quando fitou-me a íris, regou-me como a amarílis! Quando aspergiu-me orvalho, borrifou-me os brotos e galhos! Quando irrigou-me o riso, despejou-me motivos...para florescer contigo! se eu por ventura, desvanecer entre os lírios, não se prenda aos meus espinhos, só se agarre as pétalas rosas que deixei pelo caminho, pegadas das boas lembranças, que cultivei no solo do seu coração, jardim da minha emoção...

Rosemere Melo Sanginetto.

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Pensador.com

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