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Frase de J. Freitas

Nos momentos de clausura, penso, repenso, dispenso, sou intenso ou tenso. Nos momentos de clausura, sou quem não sou, sou quem não conhecem. Sou eu, só. Nos momentos de clausura, penso como deve ser o dia lá fora. Como será que é... estar lá fora? Tudo parece tão mais pleno de lá. Num momento de clausura, a caneta risca o papel. Ou seria o papel a riscar a caneta? Tudo é relativo. Estou enclausurado ou a clausura sou eu?

J. Freitas

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de J. Freitas

De tanto falar em vida, espera-se viver mais intensamente. Comigo já não ocorre sob tamanha trivialidade. Falo de vida para ter do que falar de forma convicta, descomprometido com o resto. Falo de vida imaginando como ela seria, ignorando o que ela é. Falo de vida sob os acordes…
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De tanto falar em vida, espera-se viver mais intensamente. Comigo já não ocorre sob tamanha trivialidade. Falo de vida para ter do que falar de forma convicta, descomprometido com o resto. Falo de vida imaginando como ela seria, ignorando o que ela é. Falo de vida sob os acordes do tempo e o odores do acaso. Faço sim, pouco caso de quase tudo. Vida não foi feita para se levar tão a sério. Sou constantemente inconstante. O mesmo que diz: "voe!", diz: "pouse". De tanto falar de vida, me condicionei a ver algumas coisas de olhos fechados e boca calada. A vida não foi feita para que retenhamos tudo o que ela oferece. Falando de vida ininterruptamente, acredita-se saber mais dela do que qualquer outro errante. Ora, mas se é errando que se aprende, onde fica a coerência? Não sei se quero mais falar de vida. Quanto mais falo dela menos sei e mais me aproximo da morte. Sorte?