Frase de Sariel Oliveira
O Último Magnum Existem coisas que a gente faz sem imaginar que um dia vão virar lembrança sagrada. Todo Dia das Mulheres eu aparecia com um sorvete Magnum na mão. Era o favorito dela. Eu entregava como quem entrega algo simples, e dizia: “mãe, eu te amo.” Ela sorria. E naquele sorriso havia uma paz que eu nem sabia explicar. Naquele tempo eu achava que estava apenas dando um sorvete. Hoje eu sei que estava vivendo um dos momentos mais puros da minha vida. Porque a gente só entende o valor das coisas simples quando elas deixam de acontecer. Hoje o Dia das Mulheres chega… e minhas mãos estão vazias. Não tem mais o caminho até a porta, não tem mais o sorriso esperando, não tem mais aquele instante pequeno em que o mundo ficava em silêncio só para caber o amor de uma mãe e de um filho. E às vezes isso dói. Dói saber que o último Magnum que eu levei foi o último sem que eu soubesse. Mas existe algo que o tempo não levou: o amor que cabia naquele gesto. E hoje, quando a saudade aperta, eu fecho os olhos e imagino que ainda estou chegando com o sorvete na mão. E digo, como sempre disse: “mãe… eu te amo.” — Sariel Oliveira
No pensador.ai desde