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Frase de Carolline Souza

O grandão Ficamos frente a frente como num duelo, ele ali enorme, colossal e omnipotente e eu tão pequenina. Ele parecia muito mais zangado do que eu pensava, ia e vinha em secções de ondas violentas que faziam um barulho ensurdecedor. No entanto, dentro de mim uma paz, sentia nos meus pés o granulado da areia, o vento a bater na minha face trazendo o doce aroma da maresia. Eu e ele, o Grandão, finalmente tinha chegado a hora. Abri os meus olhos, e com toda a minha sabedoria de gente pequena o fitei com olhos de desafio. "Eu não tenho medo de você" Disse baixinho, era verdade não tinha medo. Ele pareceu ficar ainda mais zangado. E foi então que eu corri, as minhas pernas pequenas tornaram-se gigantes, os meus braços viraram asas, eu voava e os meus pés estavam no chão. Foi então que os nossos corpos se fundiram, eu e ele, éramos um só, ele abraçou-me, pegou-me nos seus braços e me levou ao céu. Todo ele estava em mim, como sempre estivera, sentia o seu calor na minha pele, e sorria, me perdi de amores pela sua imensidão azul. "É Grandão, agora somos só nos dois..." Eu e o Mar... Somos feitos do mesmo elemento. Não lembro exactamente a idade que tinha nesta altura, mas lembro de cada pormenor daquele momento, o momento que eu e o meu Grandão começamos a caminhar com o mesmo passo. E mesmo quando estou na selva de pedra, escuto o bater das tuas ondas e é feita a melodia.

Carolline Souza

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Pensador.com

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Outras frases de Carolline Souza

Um destino qualquer Ela acordou naquela manhã mais angustiada do que o normal, estava cansada, dos velhos rostos, dos velhos lugares, das velhas frases desgastadas como um velho Jeans. Sentia a cabeça a rodar, só uma coisa lhe vinha a cabeça: tinha de ir embora dali.
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Um destino qualquer Ela acordou naquela manhã mais angustiada do que o normal, estava cansada, dos velhos rostos, dos velhos lugares, das velhas frases desgastadas como um velho Jeans. Sentia a cabeça a rodar, só uma coisa lhe vinha a cabeça: tinha de ir embora dali. Pensou em todas as pessoas que amava, pensou no quanto sofreriam ao reparar que ela tinha ido embora, já não interessava. O desejo de travar um novo caminho, com novas descobertas, novos sentimentos, o desejo de desbravar o desconhecido, o desejo de ser livre, falava mais alto do que todos os sentimentos que carregava dentro de si. Sua alma estava velha, e ela precisava rejuvenescer, ela precisava viver, estava cansada de estar morta, estava cansada de tentar respirar, ela só queria viver em paz. E se a felicidade estava longe dali, então ela percorreria o caminho que fosse preciso, e carregaria sempre o seu lar dentro do coração. Porque Deus daria asas a um anjo se o seu destino não fosse o de voar? Porque Deus daria a liberdade de um oceano se a água não fosse o seu lar? Vivemos num mundo onde as regras são ditadas por um ditador qualquer, ela não obedecia a ditadores, ela era patriota da sua própria nação, e esta chamava-se liberdade! Ela não nasceu para morrer, ela nasceu para acontecer, ela travaria qualquer luta que fosse preciso,tinha coragem o suficiente para seguir o seu caminho, mesmo que fosse sozinha. Correu pelo quarto, e jogou somente o que seria absolutamente necessário para dentro de uma mala. Escreveu um pequeno bilhete e colou no frigorífico, não pediu desculpas pelo seu acto, mas tentou ser o mais amorosa possível para que ninguém se sentisse culpado por a sua partida. Deixou as chaves de casa na mesa de jantar, bateu a porta e partiu sem olhar pra trás. Quando chegou a rua, pela primeira vez, pensou aonde iria, e lembrou-se de uma frase dita por um poeta que conhecera recentemente, "mariticamente"... Ela...seguiria o mar.

Sobre o fogo "emanar" do Lat. emanarev. int.,
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Sobre o fogo "emanar" do Lat. emanarev. int., evolar-se; sair de; provir; desprender-se; disseminar-se em partículas subtis. E estava ali...como uma canção que começa baixinho, apenas com a voz do cantante e um pianinho ou outro instrumento suave a acompanhar...e derrepente... todos os instrumentos... e uma confusão de guitarras e baterias a entorpecer o meu espírito... E o fogo ainda estava ali... a me consumir... Eu percebo porque as pessoas tem medo do fogo, acho que no fundo, apesar de todas as nossas frases de "carpe diem, temos medo daquilo que nos tira o controlo, e o fogo não tem controlo, ele queima em todas as direcções... Eu não tenho medo... nunca tive... sempre me joguei ao fogo como se estivesse a mergulhar no mais límpido lago... E quanto as consequências? as queimaduras? não tenho medo de cicatrizes, a pele regenera, as piores marcas são as internas, mas mesmo elas um dia saram... Mas o fogo... é inebriante... sedutor... necessário... Não... a minha teoria foi completamente afundada, um amor eterno sem fogo não é melhor do que um amor com prazo de validade, mas que queima incessantemente... É como a tal música, ele começa devagar, o coração assume uma nova batida... e taram... cá está, possuída, inerte, sem controlo... Pois é sou uma potencia sem controlo, viva! e do que vale o controlo? do que vale perder toda a diversão? o que vale ter a paciência de um Buda, quando o fogo não queima? Não, não, não!!! Não quero ter paz, não quero me contentar, não quero ser o casal que vence o tempo, mas que não queima... Eu quero queimar, quero explodir num céu coberto de estrelas!!! E não me venham com merdas!!! Não me venham com criticas, quem não aguenta com o calor que eu emano que se afaste!!! Não está tudo perfeito desse jeito, mas a perfeição é uma utopia, e se ela existir mesmo... ardera tanto como a imperfeição...? Deixa queimar...

O teu sorriso O teu sorriso é algo como uma comemoração É como um final de ano na praia de Copacabana
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O teu sorriso O teu sorriso é algo como uma comemoração É como um final de ano na praia de Copacabana Os fogos de artifício a brilharem no céu… As garrafas de champanhe a estourar… O mar a brilhar com a luz da lua… A felicidade… O teu sorriso é um pecado…é um desejo… É o fruto da árvore proibida… É a lata de biscoito de manteiga escondida em cima do armário… O teu sorriso é o começo do verão… Aquele calorsinho que começa a aquecer a pele… É pisar na areia quente da praia e sentir o sol na ponta do pé… É o primeiro mergulho da temporada, sentir a água salgada a inundar o meu corpo… O teu sorriso é como uma ressurreição… É sentir o meu corpo ganhar vida, a respiração a voltar, o coração a bater… Tum Tum Tum Tum…ai meu Deus o teu sorriso… O teu sorriso é como o primeiro beijo… Um calor a tomar conta do meu corpo… A força dos corpos abraçados… A inocência misturada com a curiosidade… O teu sorriso é como descobrir um novo continente… É dar nome a uma nova morada…e descobrir novos horizontes… O teu sorriso é estar em casa… É deitar na rede da varanda e olhar para o céu carregado de estrelas… O teu sorriso é uma utopia… È olhar para algo que nunca poderá ser visto com os verdadeiros olhos…