Frase de AertonL
A Páscoa não é — e nunca foi — um fenômeno comercial! Reduzi-la ao chocolate, ao consumo, à superficialidade das vitrines, é um sintoma claro de uma sociedade que perdeu a capacidade de compreender o essencial. Não se trata de condenar tradições. Trata-se de hierarquia de valores! O que está no centro? O que é fundamental? O que é inegociável? A Páscoa é, antes de tudo, a afirmação de um evento que desafia a própria lógica humana: a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. E aqui é preciso rigor intelectual! A cruz não é ornamento, não é símbolo decorativo! Ela representa um ponto exato onde duas forças aparentemente incompatíveis se encontram: — a justiça, que exige consequência — e a misericórdia, que oferece redenção Isso não é sentimentalismo. Isso é estrutura lógica! Agora eu pergunto — e é uma pergunta que exige resposta: Se o amor verdadeiro implica sacrifício, por que insistimos em tratá-lo como algo leve, descartável, conveniente? A ressurreição, por sua vez, não pode ser diluída em metáfora! Se ela ocorreu, então todas as premissas da existência humana são alteradas! Repito: todas! — a morte deixa de ser definitiva — o sofrimento ganha contexto — e a vida passa a ter um sentido que não é arbitrário Ignorar isso não é neutralidade. É uma escolha! Uma escolha filosófica, existencial — e muitas vezes, uma fuga. Portanto, não basta celebrar. É preciso compreender! E compreender implica responsabilidade! Porque, se isso for verdadeiro — e essa é a questão central — então não estamos diante de uma tradição… Estamos diante de um chamado! Um chamado à coerência, à reflexão, à tomada de posição. A Páscoa não é um dia. É uma interrogação permanente: o que você fará com essa verdade? Feliz Páscoa.
No pensador.ai desde