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Frase de Gabriel Solia

Nunca o conheci, ninguém nunca o conheceu... Pois sozinho viveu... e sozinho assim, morreu Sabíamos muito sobre ele, ouvíamos falar De como era forte, ninguém queria o enfrentar Ele vivia em uma casa conotativa... Que ninguém via Ele a chamava de “Metáfora”, também chamava assim sua vida Segundo ele, todos tinham a chance de ser felizes, e de tudo querer Menos ele. Ele tinha muito saber, muito querer, mas nunca teve o que quis Seu erro foi viver de sonhos, querer encontros, ignorar seus olhos, e abraçar seus medos Seus erros o levaram ao maior dos erros, que foi deixar de amar, amar a deus, amar a vida Nada inebria, nada brilha, nada existia, apenas a bebida... Se pudesse, bêbado estaria, todo dia E podia, e gostava, mas nem isso conseguia Por se sentir tão baixo, por se achar tão fraco Não defendia nem seus sonhos, nunca cometeu seus próprios atos Deixou a inteligência de lado, preferiu viver de trapos E deixava suas mulheres serem seus carrascos Nunca realmente soubemos quem era esse homem Não soubemos se ele tinha nome Ele se intitulava sozinho, solidão, ou qualquer coisa parecida Depois pedia mais cerveja, e pagava sempre a vista Tinha seu dinheiro, tinha sua vida Mas nunca conheceu, muito menos teve o que mais queria... A liberdade de voar sobre os campos lindos e esplendidos do amor Pois suas azas foram cortadas logo cedo, e ele era triste demais pra recolocá-las Escrevia cartas, escrevia em praças, em bares, mas vivia nada Sabia tudo, mas não era nada Olhava tudo, mas não via nada Queria o mundo, mas não teve nada Senhor Solitude, hoje bebo da sua mesma água Compartilho a mesma cachaça E mesmo morto, mesmo esquecido Ainda bebo contigo, e compartilho de todos os seus vícios Vi em você eu, e eu tropecei e caí Só quero estar bêbado demais pra não lembrar daqui Pois, Senhor Solitude, hoje eu te entendo, sei por que não agüentou isso aqui.

Gabriel Solia

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Aprendemos a viver cara a cara com o descaso. Nossa sociedade impõe o fracasso. Já estou acostumado ao café e ao tabaco. A doença é consequência desse presente passado. Meus grandes ídolos são odiados. Meus gostos são amargados. E, as grandes farsas e mentiras modernas, preparada…
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Aprendemos a viver cara a cara com o descaso. Nossa sociedade impõe o fracasso. Já estou acostumado ao café e ao tabaco. A doença é consequência desse presente passado. Meus grandes ídolos são odiados. Meus gostos são amargados. E, as grandes farsas e mentiras modernas, preparadas pra aquelas, pessoas que, sinceras, se deixam levar pela pressa, de tentar ser alguem, de viver o hoje, e esquecer o amanhã, pensar sem consiência, e agir sem consequências...