Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
CALABOUÇO (soneto) Ah! quem há de amar, amor inconstante e criado O que o coração sofre, e a poesia cria impotente Sangra, chora, pena e arde o sentimento da gente Nas lágrimas poetadas num recanto aprisionado O pensamento escreve, e o desagrado fica ao lado Catucando a alma com seu olhar tão descontente Quando nos versos teria que ser o trovar diferente E, insistente, se faz a melancolia hospedada no fado Ó palavra pesada, rude, fria e espessa, que penaliza Abafa a ideia leve, e do sonho põe-se num paralelo Onde refugia a solidão, numa escuridão governanta Quem pode achar a expressão tenra, tal afável brisa? Que sopre rimas que nunca foram ditas, de teor belo E venha ao amor confessar agrado preso na garganta! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07/01/2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde