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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Fito. Não me lembro se chovia ou não Era só mais um dia Todo aquele, que anda fora do quadrado Há de lembrar-se assim Tinha a escada, lá no fim da rua Um caminho sem volta Não me lembro se pisei devagarinho ou não Era só mais uma estrada torta e tinha outra ao lado Dessas, que tem muitas, era sempre assim Sinuosa como a vida Todo mundo pensa Em vencer o tempo um dia Tempo que povoa nossa fantasia Momento e momento sem conta Voa ao vento Coisa boa é ver o tempo flutuando Que, voando lento Atento, te desmonta Nem dá tempo de pensar Não pense Pise bem devagarinho a vida. Confia no tempo, ele espera Era ainda de manhã, bem cedo O caminho era sem volta Segredo, que a palavra vida abrange Quando é a gente que flutua Pra um lugar chamado longe Mesmo perto O destino põe deserto intransponível ali no meio Pois domina a arte, essa desconhecida De partir e repartir o tempo O lenço, aceno, a despedida O incompleto e o pleno O atalho, o orvalho, o sereno, a madrugada E, volta e meia... a vida alheia Grasna, a gralha Queima a ponte, o ninho, a palha Torna sem retorno esse caminho Mente descontente: O morno, o incipiente que povoa a nossa fantasia Voa ao vento a vida à toa Flutua até a lua, beija e volta Noite e meia, olha de longe Luz do sol, essa que dourava a pele Toda vez, agora agoura Lírico empirismo Limite do que não se vê Se havia um fito na existência Era do espírito A vivência de saber ser leve É hora de aprender, se apresse A beleza da vida, em resumo, era essa O tempo, em seu vagar garboso de aprumado Não deu tempo de pensar, não pense O tempo brumo, impiedoso No final, te vence. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva