Frase de Patricia Lara
"Solidão" Faço versos durante o dia e os apago durante a noite para voltar a escrevê-los no dia seguinte... Faço isso não com a intenção de matar a minha solidão, mas para alimentá-la.
No pensador.ai desde
"Solidão" Faço versos durante o dia e os apago durante a noite para voltar a escrevê-los no dia seguinte... Faço isso não com a intenção de matar a minha solidão, mas para alimentá-la.
No pensador.ai desde
Plantaste u m a. s e m e n t e. V
Plantaste u m a. s e m e n t e. V E R D E em meu olhar. VERDES os sonhos colhidos de teu olhar. VERDE a esperança latente, o desejo crescente a te esperar. VERDES os olhos famintos no reflexo a mirar... - os meus nos teus ou os teus nos meus? (tão misturados estamos que não há mais como separar o verde do nosso olhar).
"A --------- mor(te)" Saibas, que também coleciono tristezas.
"A --------- mor(te)" Saibas, que também coleciono tristezas. Coleciono frustrações, dores e, até mesmo, raiva. Saibas, que o tom avermelhado do meu olhar foi feito com tinta lágrima... (colecionando a mais pura saudade!). Como cortesia, também coleciono dois riscos que dividem os meus pulsos a o m e i o (esses foram feitos delicadamente pensando em ti). São agora tatuagens macabras do meu querer. Saiba: eu não deixei de te amar... (mas por um minuto quis matar o meu amor). E foi na morte que descobri o quanto ainda vives em mim.
“Sangrando” Eu sei... o meu amor por ti
“Sangrando” Eu sei... o meu amor por ti foi insensato! Foi labiríntico, mórbido e, por vezes, imaturo. Intenso, quis tudo de ti a todo custo, a toda prova. Indeciso, armou-se de espinhos e se escondeu nas sombras... (bem longe dos teus beijos). Perdido, deu voltas em si mesmo, buscando uma saída, mas sentiu-se tão inseguro que preferiu a partida. (Não, eu não te contei, mas me doeu muito te perder). Doeu como dói a ferida aberta, um soco no nariz, um corte profundo no pulso, um objeto pontiagudo nos olhos. Doeu como dói a morte de um sonho nascido prematuramente.
GRAMATIC(A)MANDO “Uma tentativa vã de te conjugar aos meus sentidos...”
GRAMATIC(A)MANDO “Uma tentativa vã de te conjugar aos meus sentidos...” Se te conjugo no presente é um indicativo de que te quero. E se te imagino no futuro (do presente? do pretérito?) que importa?!? Meu passado é acabado e tu o meu mais-que-perfeito acaso. Se te conjugo no presente, vazio está o meu passado e incerto se faz o meu futuro. Se te conjugo no infinitivo, infinito é o meu desejo de tocar-te, ter-te, sentir-te. Se no gerúndio te busco sorrindo te encontro, querendo os meus beijos, cantando os meus sonhos e sonhando-os comigo. No imperativo: ama-me! No particípio imagino-te entregue, submerso em meus anseios. Sabes que és o meu subjuntivo, a causa de minhas impossibilidades. Estás na irregularidade do tempo a transitar os meus sentimentos mais intransitivos. És o meu objeto direto que, indiretamente, busco na solidão dos meus dias. Defectivo, deixa em meu corpo espaços vazios, lacunas de saudades constantes. Se insisto em te conjugar (na 1ª pessoa do plural) logo percebo, quão ruim sou em gramática! Mas, se te conjugar é, para mim, uma tentativa frustrada, contento-me em viver (em sua total plenitude) o amor que sinto por ti.