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Frase de Iara Ladvig Budelon

ALPENDRES DO TEMPO Alpendres de setembro, florescidos Galhos de guiné esparramam-se Madressilvas debutam. Na passarela exibem O perfume agradável Balouçando ávidas A fresca da tarde Arrepiando as folhagens Melindrosas, balouçam. E a brisa sopra O leve sufoco Solto em um suspiro Do tempo que acorda Sem nunca ter adormecido Deixando lembranças. Na constância mudanças Que se afloram Em um piscar de olhos Que não hesitam em distrair-se Mas perdem-se no horizonte. Esperança de um novo amanhecer Chuva ou sol, não importa É apenas um contraste De uma paisagem viva de emoções E a ampulheta contando, sem parar O ritmo cardíaco da vida Nos alpendres cotidianos.

Iara Ladvig Budelon

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Pensador.com

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Outras frases de Iara Ladvig Budelon

Sentimentos de rancor são destrutivos,pois alimentam a infelicidade, inviabilizando qualquer intenção de se dar e receber amor.
HETEROGÊNEA PARTILHA Alicerces que nada dizem. Sombrios, frios e mortos
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HETEROGÊNEA PARTILHA Alicerces que nada dizem. Sombrios, frios e mortos Cenário cotidiano, Metrópole de investimentos. Aglomerados de madeira e pedra, Brusca floresta petrificada. Edificações de contraste inerte Presa na monotonia. Encobrindo divisas humanas, Esperam substituição de figuração Arquitetura moderna, arrojada. Na arrogância de representar. Compõem a paisagem da cidade, Amontoados de um mesmo afim. Préstimo indispensável Que o tempo desgasta. São compostos de concreto e carne, Respondendo à necessidade humana. Um teto, um habitat, Heterogênea partilha.

BOULEVARD CAFÉ Chove torrencialmente. Na rua transeuntes dispersam-se. O tempo mudou de humor, esbraveja trovoada. Chora, lava as ruas. O destempero temporal, chuva brava, silencia. Mulher desce a ladeira, devagar para não cair. Leva nas costas o peso das preocupações impostas…
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BOULEVARD CAFÉ Chove torrencialmente. Na rua transeuntes dispersam-se. O tempo mudou de humor, esbraveja trovoada. Chora, lava as ruas. O destempero temporal, chuva brava, silencia. Mulher desce a ladeira, devagar para não cair. Leva nas costas o peso das preocupações impostas pela vida, ao encontro do Boulevard Café, pausa rotineira. Molhada, no balcão faz seu pedido, na inquietude saborosa do desejo de degustar um mentolado café. Engole como se fosse o último, prazer destilado aos poucos. Degusta também, algumas aflições inevitáveis, entre um e outro gole. Olhares sutis despertam a cumplicidade. Homens de paladar apurado saboreiam a admiração. Entre os olhares, insinuante aceno. Um breve olhar ensaia a resposta do adeus. No Boulevard Café, o mesmo pedido, a mesma medida, os mesmos olhares e um salutar café. Na rua a chuva silenciara. A mulher retoma seu trajeto, com o fardo mais leve, deixando as preocupações a mercê do destino. O sol aparece tímido, alguns pássaros cantarolam, ensaiando um fim de tarde poético, de mornas inquietudes na passarela cotidiana da vida.

PROCURA Montaste no cavalo de batalha E sem ouvir ninguém,
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PROCURA Montaste no cavalo de batalha E sem ouvir ninguém, Galopaste sem destino. Em cada cidade, um amor diferente. Um dia, uma semana, forasteiro coração. Tapumes que ocultam a solidão Que tentas ludibriar com as fraquezas. Alma inquieta na obsoleta procura Constantes decisões difíceis. Uma pitada de cigarro, Distraído olhas pela janela. Nada vês absorvido pelo passado. Que não retorna, passou... Escondes a tristeza no íntimo Onde aflora com intensidade, Apunhalando a pérfida ferida. Para disfarçar a dor, Refugias-te em um bar. Os amigos perderam-se no tempo. Novamente, lembranças... Vida agitada, rotina fatigante, Horários estourados... Alguém de longe acena, Parece estar à procura. Afoitamente olhares se buscam Aos poucos se encontram Em uma mesma situação. O desejo de possuir De entregar-se de corpo e alma A uma dose exata que embriaga De amor e ternura. O sorriso do encontro Término das peregrinações, Finalmente encontrara Sua Helena de Tróia.