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Frase de Jonathan dos Santos Rodrigues

A FÉ A fé que semeio em meu peito, Mesmo que sem jeito, Singela, incrédula, reluta. A fé que por tanto tempo é absurda, Que tento em contento Sem dúvida, sobre acreditar Naquilo que não se vê, Se crê, cria expectativas, Ora choradas, ora atendidas; Ora passadas, horas perdidas, Mas vivo a acreditar Na luz que ilumina e no fim Que não termina, No sobe e desce da vida, No aprendizado em sina, Na escolha, na alma e na lida. Quando eu perco, eu ganho, Pois sem, aprendo a dar valor. Quando sofro, evoluo Pois repenso sobre o amor. Quando tudo quero e nada posso, Treino minha paciência E, em consequência, anseio com pudor. A culpa é da mente Que mente e engana, Confunde e afana o que é bom, E, em tom de ironia, Perturba com magia A salvação religiosa prometida. Como pode existir um Deus que é bom E ao mesmo tempo castiga? Fácil culpar alguém Quando, na verdade, é a mente que está perdida. Sem orientação não há caminho. Sem caminho não há chegada. Sem chegada não há propósitos. E sem propósitos não há empenho. Cego em não preocupar-se com a beleza Contida na trajetória da vida, Não admira, não anseia, não aspira, Joga-se na imensidão do nada. Sozinho morre e agoniza. Erros e acertos são fases De mentes sãs e ou sofridas. Ter fé é acreditar em você, Nas coisas boas da vida, É enxergar a luz na escuridão, É se encontrar mesmo em ruínas.

Jonathan dos Santos Rodrigues

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Pensador.com

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À VISTA DO AMOR Teu sorriso é como a luz que irradia; Os teus olhos penetram no meu ser;
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À VISTA DO AMOR Teu sorriso é como a luz que irradia; Os teus olhos penetram no meu ser; Tua voz doce e pele macia Agraciam o meu viver. Você é o sentido que me faltava. Teu corpo me dá prazer. Inteligência inigualável. Um conjunto de puro poder. Faço de você a inspiração O meu sentido de existir Mistérios sinto em suas mãos Quando me toca e sorri. Enigmático é o seu pensar. Confundo-me no seu querer O jeito estranho de me amar Que não deixa transparecer. Coração mole e de amor, Esconde-se entre as muralhas. Não mostra a sua dor, Pois se preocupa com as falhas. 32 Desejo você com fervor, Luto por nosso futuro, E as dificuldades de hoje Serão frutos de um amor seguro.

A DOR QUE EU CRIAVA Por onde olho, vejo o mundo No espelho refletindo minh’alma
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A DOR QUE EU CRIAVA Por onde olho, vejo o mundo No espelho refletindo minh’alma E descrevo sem cortejos: O que o íntimo do meu ser esbravejava Era um buraco escuro. Um palmo de distância separava Meu corpo do paredão aceso Que em fogo chamejava. O que me deixava confuso Era a incoerência de como ocorria, Pois, se escuro estava, Meus olhos não viam, Mas meu corpo na dor sentia E sofria a dor que era só minha, A dor que eu mesmo criava. Pena que a gente não escolhe Com quem iremos conviver. Ainda bem que o mundo é livre, Junta pessoas para aprender A dividir o tempo todo E relacionar-se mesmo sem vontade Pois, além da nossa compreensão, Existe um ser divindade.

A CRIANÇA QUE HABITA EM NÓS - SENSAÇÕES (Peça para alguém ler para você) Hoje aqui eu convido você
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A CRIANÇA QUE HABITA EM NÓS - SENSAÇÕES (Peça para alguém ler para você) Hoje aqui eu convido você A viajar comigo nesta história. Esvazie a sua mente Feche os olhos e apenas ouça Minha voz suavemente. Pronto, voltaste a ser criança. Aproveite, não há mais ninguém em volta Só você e sua velha infância Ali no cantinho, veja! Quanto brinquedo empilhado. Há um que você gosta mais. Dá pra ver. Vá pegá-lo! Uau! que bela recordação! Há quanto tempo você não brincava? Não recordavam-lhe as boas lembranças? Sensações de criança Que se foram e não voltam mais. Aproveite, ainda estamos aqui. Quanta inocência e rebeldia! Você foi travesso um dia. Quanta calmaria E ansiedade para brincar Como se o tempo fosse só seu E o mundo girasse ao seu redor Como se não houvesse problemas E a dor fosse uma só, A de ralar o joelho, De arrancar o tampão do dedão, De bater a cabeça ou levar um escorregão, Mas não importa. Tudo passava, você chorava, Se encantava de novo e ia... Quanta alegria! Eu acho que toda infância nos remete a um pé de manga, A um grupinho de amigos doidos, A um clubinho, algumas construções vazias Que serviam de labirinto para brincar de polícia e ladrão, A uma cozinha pequena, porém limpinha, A vó gritando e fazendo o almoço, “Come tudo menino: - ‘tô’ de olho.” O banho de chuva gelada, na lama ou na calçada, As brigas com os irmãos, A bola na casa da vizinha chata, À noite, a mãe esperando você, com a varinha na mão... Tudo era maravilhoso e tão simples. Hoje como a gente aguenta? Quantas virtudes eu tinha, quão sortudo era eu. Desculpem-me quem não viveu assim, Mas, pra mim, foi assim que se valeu. Que saudade imensa de ver girassóis. Hoje eu não vejo mais, é como se tivessem sumido, É como se tivéssemos escondidos Como a criança que habita em nós.

ADRENALINA Eu necessito sentir o vento no rosto, Enxergar nos lados o oposto,
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ADRENALINA Eu necessito sentir o vento no rosto, Enxergar nos lados o oposto, Alterar o cotidiano. Eu preciso olhar ângulos diferentes Da mesma rotina da gente Que a gente passa e não observa nada, Só o caminho singelo e turvo. Eu gosto de criar expectativas, De fugir da monotonia. De lidar com a correria E esperar nada mais nada menos Que qualquer imprevisto reacional. Eu prefiro agir, mas reagir é bom também. A mente se assusta, O coração pulsa e acelera. Até palpita, a pálpebra se agita, Os pelos se arrepiam E o corpo amolece. É fenomenal. Eu gosto do risco No papel e na vida; Gosto das sensações repentinas Que dão medo e não fazem mal. Disseram-me uma vez: Aquele que tudo sabe, Na verdade, não sabe nada. Deleito-me em sua fala E o pouco que sei Me encantam as coisas do mundo. Não terei tempo para toda experimentação. Tenho que ser ligeiro. Eu gosto do incerto, de certo pensar Em que não uso a razão. Eu prefiro a emoção instável Da minha mente inabalável Que pode até sofrer, Mas sabe que se segue de qualquer jeito, Que não importa o efeito, Tudo causa reação. Eu gosto da adrenalina. Talvez esteja na minha sina Esse desejo louco de querer sentir Sempre qualquer emoção.