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Frase de Moacir LuÌs Araldi

DOIS VERSOS II Que eu não submeta meus poemas ao abandono. Que não me falte vontade de escrever. Que minha inspiração nunca me traía. Pois meu primeiro verso é minha vida E o segundo... Motivo que me faz respirara ainda. Que nunca uma música de despedida Faça-me deixar de querer amar. Que a angústia que sinto no ar Não queira em mim se instalar. Pois meu primeiro verso fala de amor E o segundo... Ratifica o anterior. Não quero dar normalidade à solidão. Nem viver sem fé. Que a ganância não me faça Perder a poesia e nem Deixar de amar um irmão. Pois meu primeiro versos é oração E o segundo... Louvor e devoção. Que eu nunca procure sombras do que fui. Que pedaços meus não fiquem pelos caminhos. Que eu sempre tenha a quem dar o mais nobre de mim, Pois meu primeiro verso é carinho E o segundo... Transpira humildade. Que a velhice me faça entender, Tantas coisas que não tive na vida. Que o espírito acalme-me a alma Pois meu primeiro verso padece E o segundo... Tem tom de despedida. Que a vida me falte quando Deus quiser, Que seja imortalizado o sonho realizado Que voe livre e sem compromisso A mágica ternura da mulher. Pois meu primeiro versos é afago E o segundo... Tudo que amei e fui amado. Que o sorriso não me fuja dos lábios. Que a saudade e as lembranças Não deprimam meu silêncio. Pois meu primeiro verso é o minúsculo que falo. E o segundo... Universaliza o bastante que penso.

Moacir LuÌs Araldi

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Pensador.com

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⁠Seja via só de passagem. Não plante futuros entre as pedras, nem abane adeuses em cais, em momentos sombrios. Melhor ouvirmos o vento declamar redemoinho-de-poesias que enchem de alegrias, mesmo que fúteis e vazias. Sem medo de decepções, mantendo o sonho bem vivo e a felicidade em nossas mãos.

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Embaçado O dia estava me esperando. Lindo. Primaveris adornos a enfeitá-lo. O talentoso sol desenhava sombras dos meus pedaços. No outside marítimo pranchas a deslizar com surfistas equilibrados. E eu que acabei de chegar de um sonho “desperfumado” questionei Por que havia me acordado? Meus olhos buscaram também o céu. Límpido, mas estranhamente o vi embaçado.