Pular para o conteúdo

Frase de Tiago Scheimann

A dor mais profunda não está em perdoar quem nos feriu, mas sim em carregar o peso corrosivo do ódio, que atua como um veneno lento na alma. Por isso, a escolha mais libertadora é sempre a do perdão, que nos permite não esquecer o caminho percorrido, pois a memória protege e ensina, mas que nos livra da prisão que construímos para nós mesmos. Esta é a resiliência que exige leveza para voar alto. Minha alma já foi um campo de batalha, um barulho caótico, mas hoje se transforma em uma melodia calma e afinada, um equilíbrio conquistado onde não me permito ser derrubado. Eu escolho a dor que me liberta e o autovalor que exige reciprocidade, aprendendo a diferenciar quem é apenas uma estação passageira de quem se torna um destino importante. Essa sabedoria nos traz a leveza da alma necessária para entender que a vida nos derruba para nos alinhar, nos desmonta para nos reorganizar, não é destruição, mas a lapidação que nos prepara para o ápice do nosso renascimento.

Tiago Scheimann

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Tiago Scheimann

Talvez a maior tragédia não seja sofrer, mas descobrir que nenhuma explicação elimina o sofrimento. A existência não nos deve respostas. No máximo, concede-nos alguns instantes de lucidez entre um espanto e outro. E talvez seja precisamente essa lucidez — tão insuportável quanto…
Continuar lendo

Talvez a maior tragédia não seja sofrer, mas descobrir que nenhuma explicação elimina o sofrimento. A existência não nos deve respostas. No máximo, concede-nos alguns instantes de lucidez entre um espanto e outro. E talvez seja precisamente essa lucidez — tão insuportável quanto indispensável — que chamamos, por falta de um nome melhor, de fé. - Tiago Scheimann

O tempo nunca curou ninguém. Apenas desgastou a violência das feridas até que elas aprendessem a sangrar em silêncio. Chamamos isso de cura porque a memória se torna menos ruidosa, não porque a dor tenha desaparecido. Algumas cicatrizes apenas deixam de pedir socorro. - Tiago Sc…
Continuar lendo

O tempo nunca curou ninguém. Apenas desgastou a violência das feridas até que elas aprendessem a sangrar em silêncio. Chamamos isso de cura porque a memória se torna menos ruidosa, não porque a dor tenha desaparecido. Algumas cicatrizes apenas deixam de pedir socorro. - Tiago Scheimann

Perdoar não reescreve o passado, nem absolve as mãos que nos feriram. Apenas impede que uma antiga dor continue escrevendo o nosso presente. Há cicatrizes que não desaparecem; tornam-se portas para quartos onde ainda moram versões nossas que um dia sangraram. Mas chega um momen…
Continuar lendo

Perdoar não reescreve o passado, nem absolve as mãos que nos feriram. Apenas impede que uma antiga dor continue escrevendo o nosso presente. Há cicatrizes que não desaparecem; tornam-se portas para quartos onde ainda moram versões nossas que um dia sangraram. Mas chega um momento em que precisamos entender: lembrar não é permanecer, e carregar uma ferida não significa morar dentro dela. Perdoar talvez seja isso — apagar a luz de um lugar que nos fez sofrer, fechar a porta e seguir adiante. Não porque esquecemos. Não porque a dor deixou de existir. Mas porque finalmente compreendemos que não precisamos mais morar lá. - Tiago Scheimann