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Frase de Jose Luis Lima

Será que sou uma pessoa ruim? A pergunta parte da ilusão de que exista algo fixo em mim — uma essência, um rótulo, uma verdade escondida esperando ser descoberta. Mas talvez não haja nada por trás.Talvez eu não seja “bom” nem “ruim”, apenas um ser lançado no mundo, condenado a existir antes de se explicar. A angústia não vem do erro, mas da liberdade:não há destino escrito, nem justificativa suficiente, apenas escolhas que se acumulam e depois parecem sentença. E se não há essência que me defina,também não há culpa que me absolva por completo. Resta o desconforto de ser aquilo que ainda não terminei de escolher ser.E a estranha responsabilidade de continuar — mesmo quando nada dentro parece pedir continuidade.

Jose Luis Lima

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Jose Luis Lima

Uma das maldições de envelhecer é o refinamento inevitável da percepção: passamos a enxergar, com desconfortável nitidez, aquilo que antes se diluía na ingenuidade — inclusive os lugares onde, apesar de toda insistência, nunca realmente pertencemos.
Há no silêncio… um mundo que grita baixinho, um espaço onde os pensamentos
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Há no silêncio… um mundo que grita baixinho, um espaço onde os pensamentos ecoam mais alto que qualquer voz. Há no silêncio… lembranças que voltam sem aviso, sentimentos que se revelam quando ninguém mais está por perto. Há no silêncio… um refúgio e também um abismo, onde a gente se encontra ou se perde dentro de si mesmo. E às vezes, é nele que mora a verdade que o barulho do mundo não deixa a gente ouvir.

A pior pobreza é a espiritual — não aquela que se mede em cifras, mas a que se revela na indigência da alma: quando o homem, já destituído de si, abdica da própria consciência e se acomoda na confortável degradação do nada. É a miséria de espíritos que, incapazes de sustentar um…
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A pior pobreza é a espiritual — não aquela que se mede em cifras, mas a que se revela na indigência da alma: quando o homem, já destituído de si, abdica da própria consciência e se acomoda na confortável degradação do nada. É a miséria de espíritos que, incapazes de sustentar um pensamento elevado ou um gesto autêntico, refugiam-se na mediocridade coletiva e ainda a celebram como virtude. Nessa falência íntima, o indivíduo apodrece em silêncio, e a sociedade, cúmplice, erige sua decadência como norma — um coro de consciências anestesiadas, onde a ausência de grandeza já não constrange, apenas se reproduz.

⁠Antes eu era magia, hoje, sou silêncio. Antes eu era riso fácil,
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⁠Antes eu era magia, hoje, sou silêncio. Antes eu era riso fácil, hoje, eco por dentro. Antes eu era chama acesa, hoje, cinza ao vento. Antes eu era presença, inteiro em cada momento, hoje sou ausência que pesa no vazio do pensamento. Antes eu era caminho, passo firme, sem medo, hoje me perco em mim mesmo, guardando tudo em segredo. Antes eu era mundo, imenso, vivo, intenso… hoje, sou só silêncio.