Frase de Renato Custódio da Silva
Súplicas noturnas em salmoura Lágrimas me escorrem dos olhos quando penso que minha vida se reduziu a uma caneta e alguns pensamentos, talvez o teclado digital de um celular não seja o bastante para expressar o sentimento que outrora fundamentou minha essência, vida e obra. Difícil saber quando se perde a própria essência, talvez pelo fato de se perder o sentido da vida. A poeira da noite banhada pela inebriante gota inflamável de sereno molha o meu papel e minhas palavras esbranquiçadas. O sonho de felicidade se perde quando se vive em prol de alguém que um dia viverá sua própria história. Mas a esperança de construir algo bom e deixar meu legado no tempo é mais forte e faz acreditar que irá valer a pena. Sentimentos são a expressão da alma, embebida de emoção, som, cheiro, sabor e fé. As vezes minha fé abalada por um tom sorridente e estridente me faz pensar que minha vida irá se organizar, mas percebo que essa utopia nada mais é que algo que construí para mascarar minha angústia temporal. Anos se passaram, valores monetários se constituíram, mas o sonho da vida eterna se perdeu, o respeito está se esvaindo pelo simples fato de não aceitar aquilo que o outro tem a oferecer, pensamos cada vez mais em cobrar o outro, mas pouco se faz para retribuir esse esforço. As flores nascem, crescem e alimentam as abelhas, mas o amor que outrora cultivei morreu como essa flor que cumpriu seu ciclo. Todavia, a natureza continua o ciclo da vida e a flor brota novamente, as vezes com uma cor diferente e sofre por que agora sua cor escurecida e cheia de vida destoa daquele jardim rosado. Traumas nos ajudam a crescer, mas até quando vamos suportar isso? O desejo de ser alguém melhor me anima, porém a práxis tendencia além do meu sonho.
No pensador.ai desde