Pular para o conteúdo

Frase de Hermerson F.

Justamente eu que não entendo muito sobre essa coisa de ser feliz, tenho que saber, que sentir, é ás vezes eu bem que me esqueço de que sou um humano, ou melhor, um humano qualquer, isso é meio aflitivo, não, é totalmente aflitivo. Não sei por que essa coisa de relatividade e dor me perseguem, talvez seja só um tormento abusivo, que amanhã já não vai me incomodar, mas eu com essa sorte de um humano desastrado não creio muito nisso, essa coisa de perda deve estar ligada ao meu sangue, a isso que corre em minhas veias, a isso que ruge quando me perco em algo que quero tanto que em segundos já não importa. É estranho acordar todos os dias com a sensação de que algo já deu errado, justamente de cara, é como por o pé fora do lugar por um segundo e esquecer totalmente da idéia boa, ou melhor, da precipitação que está por vir, seria acomodável da minha parte ignorar tais coisas, ainda mais a mim que vivo viajando em desejos surreais em coisas fora do comum, eu simplesmente não entendo, eu queria entender, não há mim de fato, aos outros, ler os pensamentos e definir aquilo ali, aquilo outro, bem por ai, mas é meio corrosivo pensar isso, seria estranho e confuso milhares de ideais atordoantes vivendo em minha mente que por sinal já vai além de confusões, de irrelevâncias e principalmente transgressões, é eu vim com essa marca de mudar as coisas, de não seguir nada, mesmo sendo um humano qualquer. Não sei em que me meti, só sei que eu sigo coisas bem diferentes, leis que me agradam, eu vejo um mundo além das expectativas de um simples mortal, talvez eu seja um simples bobo definindo aquilo que já não sei definir, definindo aquilo que não posso, mas não custa tentar, se descuidar por uns minutos, decadência seria a palavra, mas é bom me perder às vezes e me sentir seguro de idéias, idéias que se perdem em um segundo.

Hermerson F.

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Hermerson F.

Depois: Depois! È ai que o mundo para, que as cordas vocais desandam, que as paredes ficam mudas, que o dia vira noite, que o sol quente me deixa com frio. E é só depois.
Continuar lendo

Depois: Depois! È ai que o mundo para, que as cordas vocais desandam, que as paredes ficam mudas, que o dia vira noite, que o sol quente me deixa com frio. E é só depois. Depois de ter você, eu não lembro de muita coisa. Eu sei que tenho de seguir em frente e deixar o que passou, mas é que eu não sei sabe? Eu não sei como olhar pro mato seco e fingir que não estou ali. Fingir que eu estou bem. Eu não sei ser assim. Não sei fingir, não sei ser o que não sou. E depois eu não quero que essa dor aqui que me assola como bolo murcho passe. Eu não quero ter de dizer “tchau”, então eu me grudo no mínimo vestígio de presença, no mínimo agudo que soa da sua voz, assim, na minha mente. Eu puxo tudo isso pra mim, esse bocado que eu não quero que saia e eu vou me confundindo, errando, solando, passando, deixando... Mas, eu volto. Volto porque não sei o que é suficiente, insistente de verdade. Eu sei do antes, não do depois. Eu sei do agora, não do amanhã. E assim eu vou me prendendo nisso, nisso que eu chamo de depois. E depois de ter você, pra quê? (...)

Eu e minha cara lavada não fomos existidas pra amar – existida porque feita é coisa propicia na minha concepção –, acho que foi mesmo mal feita, mal concebida, interrompida, inerte a valer insípida. Ando cansado dessas minhas procuras infindas por coisas já ditas por um fim. E nã…
Continuar lendo

Eu e minha cara lavada não fomos existidas pra amar – existida porque feita é coisa propicia na minha concepção –, acho que foi mesmo mal feita, mal concebida, interrompida, inerte a valer insípida. Ando cansado dessas minhas procuras infindas por coisas já ditas por um fim. E não é que tudo se equivale disso? Inicio, meio e fim. Tem coisa que nem começa e acaba. Tem coisa que começa no fim, ou até mesmo coisa com meios contidos. Eu não entendo como querer o outro possa ser tão mais importante do que querer a si mesmo. Eu sei que querer alguém ao seu lado é coisa bonita, coisa inspirada, coisa que se vive. Mas, acho errado. Talvez porque eu ande com os buracos todos abertos pedindo pra sarar ou até mesmo por que eu ande tão vazio e sem nada a oferecer que perdeu a graça. E vou vivendo porque mais cedo ou mais tarde se morre. Não tenho coisas pra contar, nem filhos para que contem por mim. Não tenho uma vida social anti-métrica, tenho mesmo esses fios de linha puída que vão se desgastando, assim como eu mesmo to indo. Indo por que saudade não me falta, aperto brusco, evasivo, confuso. Indo porque é mais fácil empurrar com a barriga do que se meter a besta e ficar parado, to indo porque não tem pra onde voltar, vou indo... Hora dessas eu paro, paro num canto escuro e deixo de lado tudo isso. Hora dessas eu desisto e por vez ou outra te olho no escurinho só pra ter certeza que passou, doeu...

Quem sabe quanto tempo dura pra curar uma saudade? Quem sabe quanto tempo leva um chamego, um beijo, Um abraço e a maldita dor de cotovelo?
Continuar lendo

Quem sabe quanto tempo dura pra curar uma saudade? Quem sabe quanto tempo leva um chamego, um beijo, Um abraço e a maldita dor de cotovelo? Quem sabe quanto tempo o tempo leva pra passar? Ou até mesmo quanto tempo o tempo tem pra morrer? Quanto tempo tem eu, tem você, tem nós? Tem tempo ai, tem tempo cá, tempo lá, tem tempo. E o tempo passa sem hora pra chegar ou sair, Pois tempo existe, tempo consiste em deixar de ferir, Certeza essa eu tenho, que um dia se acaba trazendo um novo amanhã. Mas, quanto tempo tem pra matar minha saudade? Quanto tempo tem, com você longe de mim? Tempo não para. Vida minha passa e eu não consigo passar...

Por você: Eu não sou esse que te toca e que você vê. Não sou esse que te assusta ou te traz pra perto.
Continuar lendo

Por você: Eu não sou esse que te toca e que você vê. Não sou esse que te assusta ou te traz pra perto. Não sou esse que você sente que abraça, que beija, que fica. Eu sou esse que te olha fixamente nos olhos todos os dias, sem deixar vestígios. Eu sou esse que sonha, que espera, que fica contente com a tua felicidade. Eu sou esse que adormece enquanto cruza os braços e vê que o seu pesadelo passou. Eu sou esse que espera o seu melhor, que te dá forças, que se encolhe todo quando não tem o que oferecer. Eu sou esse. Esse e só esse. Esse que embora nada diga tudo faz por você, tudo mede por você, tudo sonha por você. Tudo cobra de você. Esse que te olha à distância e que sente calafrios em te ter por perto, não as borboletas, mas os dragões no estomago porque é um fogo que não queima, mas não deixa parar de ferir. E sou esse, que te olha do alto e vê você passando. Esse que te espia na espreita, na calada. Esse incansável. Esse que bem lá de longe só quer te ver sorrir.