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Frase de J.D Silva

Cardiopático, sei que sou! Sou um mero clichê ambulante Um enfeite na estante alheia O filho perdido da linda sereia que a charme pouco sabia usar Sou o diferente que não se sentia gente Sou o vivente inanimado O filho da empregada que desacreditava que poderia ir mais longe O filho pródigo que nunca abandonou aos seus O paladino que nunca viu o amor e a gentileza como fraqueza O que sentia dor ao ter o coração partido daquilo que se quer viveu O ouvinte daquela eterna canção que o idioma não entendeu O mensageiro daquele querer que não era seu O ouvinte de historia enfadonhas de um sonho que se perdeu O contador de contos que um dia nem se quer foi seu O que pensava e agia diferente dos demais O desbravador fulgás de um amor certeiro que nunca fora correspondido O lendário sonhador que nunca quis de fato crescer A eterna criança que sua determinação e audácia jamais quis perder Não sou o ontem, nem o amanhã, e sim o agora E se tudo fosse diferente, eu não seria mais eu E agora velho, jovem menino em que labirinto se meteu? J. D Silva

J.D Silva

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de J.D Silva

Explosão de Átomos Andei pensando no porque de eu ser assim tão alto destrutivo e inseguro. Tão feliz e triste ao mesmo tempo. Tão forte e tão fraco. Tão ogro e tão gentil. Como pode isso? Para os outros não deve ser fácil conviver comigo. Nossa tadinho dos meus amigos. Da minha…
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Explosão de Átomos Andei pensando no porque de eu ser assim tão alto destrutivo e inseguro. Tão feliz e triste ao mesmo tempo. Tão forte e tão fraco. Tão ogro e tão gentil. Como pode isso? Para os outros não deve ser fácil conviver comigo. Nossa tadinho dos meus amigos. Da minha mãe. As vezes nem mesmo EU me aturo. Sei lá devo ter nascido na época errada, vindo de uma outra galáxia, só sei que a este mundo nunca achei me pertencer. Mas nunca fui assim tão frio e com tendencia a afastar as pessoas de mim. Na verdade quando ainda criança, meu pai saiu de casa. Eu sei, isso não é tão incomum ou o fim do mundo, mas no meu caso foi aí que tudo mudou. Algo se quebrou dentro de mim e um escudo emocional se criou ao meu redor. Depois disso passei a questionar aqueles que demostravam carinho por mim ou diziam me amar. Não foi proposital sabe, apenas acontecia. E gradativamente tudo havia mudado em mim. Não sei, parece que os átomo de todas aquelas lembranças e coisas felizes que eu tinha com meu pai haviam explodido não restando cinzas se quer. Foi num piscar de olhos, e plim, um novo ser ali surgia. Não mais alto, forte ou bonito. Apenas diferente internamente. Mais cauteloso e desconfiado e menos amigável ou solicito. Não e que eu não me importe, mas sim que passei a ver que as aparências enganam, pois quanto mais você vê, menos sabe de fato algo sobre alguém próximo a você. Muitos de nós levamos conosco cicatrizes tão profundas que se vierem a tona nunca poderíamos no recuperar de tal dor. Um simples toque e tudo voltaria ao pó. O tudo seria o novo nada.

Há algo realmente fascinante e altamente destrutivo em gostam de arte, música e literatura, sabe, sobretudo de artes dramáticas e de ação. Porque quando nos damos conta de nossos conflitos internos, uma fagulha se ascende dando vida a algo mais real e intenso. Uma hora temos o la…
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Há algo realmente fascinante e altamente destrutivo em gostam de arte, música e literatura, sabe, sobretudo de artes dramáticas e de ação. Porque quando nos damos conta de nossos conflitos internos, uma fagulha se ascende dando vida a algo mais real e intenso. Uma hora temos o lado extrovertido que encanta a todos a nossa volta; por outro, temos a tendência de nos retrairmos em nosso mundinho particular, em nosso fadado jardim secreto de esperança e sonhos. Espero apenas um dia conseguir conciliar ambos os lados para quem sabe um dia inspirar toda uma geração, sobretudo os jovens, com idéias mais justas e menos egoístas. Algo mais dinâmico e digno de mudanças futuras. Algo concreto capaz de transcender o ordinário, onde não estejamos apenas condicionados por nossas recordações do passado e por uma falsa esperança de melhora futura.

Do que sou feito Sou o resultado de uma variável discreta, e que por meus pais sem saber vieram a ser uma variável contínua. Nada tão perfeito e sublime para o mundo, mas para eles um ser esplêndido e soberano. Vai entender, não é mesmo. Assim sempre são os filhos para os pais.…
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Do que sou feito Sou o resultado de uma variável discreta, e que por meus pais sem saber vieram a ser uma variável contínua. Nada tão perfeito e sublime para o mundo, mas para eles um ser esplêndido e soberano. Vai entender, não é mesmo. Assim sempre são os filhos para os pais. Sou ímpar, sem igual, sem-par, mas não necessariamente sui generis. Não sou superior ou extraordinário, mas posso contribuir para que sua vida assim seja. Sou raro, sou inédito agregado tudo que vivi ou vi. Sou de diferente de muitos, porém igual a todos. Sou muitos infinitos no que há de finito. Sou feito do vento que sopra, pra terra que me alimenta e do rio que corre. Cresço e floresço com cada livro que leio, me aprimoro em cada série assisto, me otimizo e me enriqueço a cada filme que me marca com seus traços de identificação. Sou nada mais que um conjunto de memórias, de lembranças, de afeição, de pesar, de entusiasmo, de incertezas, de coragem, de suspeitas, de bravura, de medo, de dor, de qualidades, de empatia, de defeitos a serem compartilhados. Sou resultado de um caleidoscópio de sensações desde minha existência.