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Frase de Sérgio Antunes de Freitas

Crônica para os Amigos Meus amigos? Escolho pela pupila. Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Deles, não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas, angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Louco que se acocora e espera a chegada da lua cheia. Ou que espera o fim da madrugada, só para ver o nascer do Sol. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas próprias injustiças cometidas. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro, quero também a alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade graça, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Pena, não tenho nem de mim mesmo e risada só ofereço ao acaso. Portanto, quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia vença. Não quero amigos adultos, chatos. Quero-os metade infância, metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. Velhos, para que nunca tenham pressa. Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter cor no presente e forma no futuro.

Sérgio Antunes de Freitas

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com | Nota de autoria: Nota: Uma adaptação desse texto, publicado em 23 de setembro de 2003, vem sendo repassada como sendo de diversos autores, entre eles Marcos Lara Resende ou Oscar Wilde.

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Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua…
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Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto...

MEU POEMA PREDILETO O azul, a lua enfeita; Cena feita de outrora.
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MEU POEMA PREDILETO O azul, a lua enfeita; Cena feita de outrora. Afloram horas de saudades, Das auroras e dos poentes, Lourejantes, em carmesim. De tanto olhar para o céu, enfim, O céu olhou para mim. Percorri décadas de poesias! Quadrinhas, sonetos, trovas, Concretas, líricas, Dramáticas e épicas, Muitos metros metrificados, Redondilhas maiores, menores, Amores em versos espalhados! Das rimas ricas que ouvi na vida, Das vidas que vi nas rimas, Em uma coletânea completa, Esquecidos, todos os dilemas, Abstraídos, todos os problemas, Vem o mais belo dos poemas, Chegou a Cora, a minha neta. Sérgio Antunes de Freitas 23 de novembro de 2022 ⁠